terça-feira, 5 de novembro de 2013

SEGREDOS BILIONÁRIOS

Postado por Berto Filho
Autor : jornalista José Casado- 
Publicado no dia
 
Os brasileiros estão obrigados a esperar mais 14 anos, ou seja, até 2027, para ter o direito de saber como seu dinheiro foi usado em negócios bilionários e sigilosos com Angola e Cuba.

Pelas estimativas mais conservadoras, o Brasil já deu US$ 6 bilhões em créditos públicos aos governos de Luanda e Havana. Deveriam ser operações comerciais normais, como as realizadas com outros 90 países da África e da América Latina por um agente do Tesouro, o BNDES, que é o principal financiador das exportações brasileiras. No entanto, esses contratos acabaram virando segredo de Estado.

Todos os documentos sobre essas transações (atas, protocolos, pareceres, notas técnicas, memorandos e correspondências) permanecem classificados como “secretos” há 15 meses, por decisão do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, virtual candidato do PT ao governo de Minas Gerais.

É insólito, inédito desde o regime militar, e por isso proliferam dúvidas tanto em instituições empresariais quanto no Congresso - a quem a Constituição atribui o poder de fiscalizar os atos do governo em operações financeiras, e manda “sustar” resoluções que “exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”.

Questionado em recente audiência no Senado, o presidente do banco, Luciano Coutinho, esboçou uma defesa hierárquica: “O BNDES não trata essas operações (de exportação) sigilosamente, salvo em casos como esses dois. Por que? Por observância à legislação do país de destino do financiamento.”
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) interveio: “Então, deve o Brasil emprestar dinheiro nessas condições, atendendo às legislações dos países que tomam emprestado, à margem de nossa legislação de transparência absoluta na atividade pública?” O silêncio ecoou no plenário.

Dos US$ 6 bilhões em créditos classificados como “secretos”, supõe-se que a maior fatia (US$ 5 bilhões) esteja destinada ao financiamento de vendas de bens e serviços para Angola, onde três dezenas de empresas brasileiras mantêm operações. Isso deixaria o governo angolano na posição de maior beneficiário do fundo para exportações do BNDES. O restante (US$ 1 bilhão) iria para Cuba, dividido entre exportações (US$ 600 milhões) e ajuda alimentar emergencial (US$ 400 milhões).

O governo Dilma Rousseff avança entre segredos e embaraços nas relações com tiranos como José Eduardo Santos (Angola), os irmãos Castro (Cuba), Robert Mugabe (Zimbabwe), Teodoro Obiang (Guiné Equatorial), Denis Sassou Nguesso (Congo-Brazzaville), Ali Bongo Odimba (Gabão) e Omar al Bashir (Sudão) - este, condenado por genocídio e com prisão pedida à Interpol pelo Tribunal Penal Internacional.

A diferença entre assuntos secretos e embaraçosos, ensinou Winston Churchill, é que uns são perigosos para o país e outros significam desconforto para o governo. Principalmente, durante as temporadas eleitorais


UM TERNO DE R$ 500 MIL

Postado por Berto Filho
Autor : José Casado

artigo publicado em O Globo

O tom de voz era grave:
- Quero ganhar a eleição para cuidar do meu povo como mãe cuida do filho, é pra isso que serve o Estado.

Soou estranho. Não era mulher falando, mas o presidente da República. Lula discursava como se fosse Dilma Rousseff, em Salgueiro, a 500 quilômetros de Recife. Naquela terça-feira, 17 de agosto de 2010, a estreante do PT estava em São Paulo, mas pairava onipresente no sertão - em roucos arremedos do presidente.

À noite, na capital paulista, o empresário Eike Batista pagou R$ 500 mil por um terno de Lula. Foi num leilão beneficente promovido pelo cabeleireiro da primeira-dama Marisa Letícia. E, diante dela, o dono das empresas “X” arrematou a cena: comprometeu-se a dobrar o valor da coleta filantrópica (R$ 2 milhões, dos quais 25% desembolsados por ele).

Lula despediu-se prometendo a redenção do Nordeste, segundo maior colégio eleitoral do país: para Pernambuco, daria refinaria, porto e estaleiro; ao Ceará, refinaria e estaleiro; e, ao Maranhão, siderúrgica e exploração de gás natural.

- A coisa tá tão boa que até no Maranhão, onde o Sarney reclamava que era pobre, o Eike Batista acaba de achar gás - festejou.

Dois dias depois, convidou-o ao Palácio do Planalto. Ao sair, o empresário revelou uma reserva maranhense “de 10 a 15 trilhões de pés cúbicos” de gás natural, equivalentes a “quase a metade das reservas confirmadas de gás da Bolívia”.

Assessores do governo e teóricos do PT exaltavam o “surgimento de uma camada de empresários dispostos a seguir as orientações do governo”, da qual Eike Batista era “figura emblemática”. Sobre Dilma, já com 11 pontos de vantagem nas pesquisas, escreveu-se: “É talhada, por sua biografia, para levar adiante um projeto nacional pluriclassista.”

O dono das “X” ganhara status de fato relevante num projeto de hegemonia político-partidária. Governo e PT desejavam usá-lo para exorcizar o “modelo privatista” do adversário, o PSDB. E Eike, dispondo-se a ser a face privada de uma “reestatização branca”, poderia se beneficiar influenciando decisões de seu interesse.

Aproximados pelo governador Sérgio Cabral, presidente e empresário haviam traçado doze meses antes um roteiro para transferir 17,5% do controle da mineradora Vale, em mãos do Bradesco, para o grupo “X”. O governo controla 60% das ações (via BNDES e fundos de pensão estatais), mas a gestão era do banco privado.

Lula queria a submissão da Vale, como a estatal Petrobras. Alquimista de papéis, sem retorno à vista, o empresário viu a chance de “monetizar” seus investimentos - na definição em economês da Itaú Securities. Ou seja: fazer dinheiro com o BNDES, “o melhor banco do mundo”, como Eike repetia.

O Bradesco manteve sua parte, em acordo com Lula. Ele sustentou a campanha “antiprivatização” e elegeu Dilma, que ampliou o poder estatal na economia. Eike quebrou com um terno de R$ 500 mil no armário, que não cabe no seu figurino e muito menos na massa falida. Deixou R$ 6,3 bilhões pendurados no BNDES e na Caixa. Virou a imagem do capitalismo de laços, bem descrito em livro por Sérgio Lazzarini.

Não é o fim da história. Dilma vai tentar se reeleger em 2014. Dois anos depois, o acordo de acionistas da Vale será renegociado. “Se me encherem o saco, volto” - anuncia Lula para 2018.

O GIGANTE CONTINUA ADORMECIDO

Postado por Berto Filho

Autor : Marco Antônio Villa, historiador
Publicado em O Globo e no blog de Ricardo Noblat


O gigante voltou a adormecer. Seis meses depois das manifestações de junho, o Brasil continua o mesmo. Nada mudou. É o Brasil brasileiro de sempre. Mais uma vez, os fatores de permanência foram muito mais sólidos do que os frágeis fatores de mudança.

As instituições democráticas estavam — e continuaram — desmoralizadas. Basta observar as instâncias superiores dos Três Poderes. O Supremo Tribunal Federal chegou ao cúmulo de abrir caminho para a revisão das sentenças dos mensaleiros.

Mais uma vez — e raramente na sua história esteve na linha de frente da defesa do Estado Democrático de Direito — cedeu às pressões dos interesses políticos.

O ministro Luís Roberto Barroso - o “novato” - descobriu, depois de três meses no STF, que o volume de trabalho é irracional. Defendeu na entrevista ao GLOBO que o Supremo legisle onde o Congresso foi omisso. E que o candidato registre em cartório o seu programa, o que serviria, presumo, para cobranças por parte de seus eleitores. Convenhamos, são três conclusões fantásticas.

Mas o pior estava por vir: disse que o país não aguentava mais o processo do mensalão. E o que ele fez? Ao invés de negar a procrastinação da ação penal 470, defendeu enfaticamente a revisão da condenação dos quadrilheiros; e elogiou um dos sentenciados publicamente, em plena sessão, caso único na história daquela Corte.



O Congresso Nacional continua o mesmo. São os “white blocs”. Destroem as esperanças populares, mostram os rostos — sempre alegres — e o sorriso de escárnio. Odeiam a participação popular. Consideram o espaço da política como propriedade privada, deles. E permanecem fazendo seus negócios...

Os parlamentares, fingindo atentar à pressão das ruas, aprovaram alguns projetos moralizadores, sob a liderança de Renan Calheiros, o glutão do Planalto Central — o que dizer de alguém que adquire, com dinheiro público, duas toneladas de carne? Não deu em nada. Alguém lembra de algum?

E os partidos políticos? Nos insuportáveis programas obrigatórios apresentaram as reivindicações de junho como se fossem deles. Mas — como atores canastrões que são — fracassaram. Era pura encenação. A poeira baixou e voltaram ao tradicional ramerrão. Basta citar o troca-troca partidário no fim de setembro e a aprovação pelo TSE de mais dois novos partidos — agora, no total, são 32. Rapidamente esqueceram o clamor das ruas e voltaram, no maior descaramento, ao “é dando que se recebe.”

E o Executivo federal? A presidente representa muito bem o tempo em que vivemos. Seu triênio governamental foi marcado pelo menor crescimento médio do PIB — só perdendo para as presidências Floriano Peixoto (em meio a uma longa guerra civil) e Fernando Collor.

A incompetência administrativa é uma marca indelével da sua gestão e de seus ministros. Sem esquecer, claro, as gravíssimas acusações de corrupção que pesaram sobre vários ministros, sem que nenhuma delas tenha sido apurada.

Tentando ser simpática às ruas, fez dois pronunciamentos em rede nacional. Alguém lembra das propostas? Vestiu vários figurinos, ora de faxineira, ora de executiva, ora de chefe exigente. Enganou quem queria ser enganado. Não existe sequer uma grande realização do governo. Nada, absolutamente nada.

As manifestações acabaram empurrando novamente Luiz Inácio Lula da Silva para o primeiro plano da cena política. Esperto como é, viu a possibilidade de desgaste político da presidente, que colocaria em risco o projeto do PT de se perpetuar no poder. Assumiu o protagonismo sem nenhum pudor. Deitou falação sobre tudo. Deu ordens à presidente de como gerir o governo e as alianças eleitorais. Foi obedecido. E como um pai severo ameaçou: “Se me encherem o saco, em 2018 estou de volta.”

Seis meses depois, estamos no mesmo lugar. A política continuou tão medíocre como era em junho. A pobreza ideológica é a mesma. Os partidos nada representam. Não passam de uma amontoado de siglas — algumas absolutamente incompreensíveis.

Política persiste como sinônimo de espetáculo. É só no “florão da América” que um tosco marqueteiro é considerado gênio político - e, pior, levado a sério.

A elite dirigente mantém-se como o malandro do outro Barroso, o Ary: “Leva a vida numa flauta/Faz questão do seu sossego/O dinheiro não lhe falta/E não quer saber de emprego/Vive contente sem passar necessidade/Tem a nota em quantidade/Dando golpe inteligente.”

Estão sempre à procura de um “golpe inteligente.” Mas a farsa deu o que tinha de dar. O que existe de novo? Qual prefeito, por exemplo, se destacou por uma gestão inovadora? Por que não temos gestores eficientes? Por que não conseguimos pensar o futuro? Por que os homens públicos foram substituídos pelos políticos profissionais? Por que, no Congresso, a legislatura atual é sempre pior que a anterior? Por que o Judiciário continua de costas para o país?

Não entendemos até hoje que a permanência desta estrutura antirrepublicana amarra o crescimento econômico e dificulta o enfrentamento dos inúmeros desafios, daqueles que só são lembrados — oportunisticamente — nas campanhas eleitorais.

O gigante continua adormecido. Em junho, teve somente um espasmo. Nada mais que isso. Quando acordou, como ao longo dos últimos cem anos, preferiu rapidamente voltar ao leito. É mais confortável.

No fundo, não gostamos de política. Achamos chato. Voltamos à pasmaceira trágica. É sempre mais fácil encontrar um salvador. Que pense, fale, decida e governe (mal) em nosso nome.
 

SONHOS E CÁLCULOS

Postado por Berto Filho
Extraído do blog do Ricardo Noblat
Autor : Elton Simões (*)
(*) Elton Simões mora no Canadá. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). E-mail:
esimoes@uvic.ca

Acho que podemos concordar que a desilusão tem sido a marca dos últimos anos. Está difícil encontrar lideres cuja aparência, tão cuidadosamente pintada pelo marketing pessoal, corresponda, ainda que remotamente, à sua substancia. Parecer nunca foi ser. Parece que em algum ponto, a distância entre aparência e substância alargou.

Talvez seja o fato de que o ser humano está sempre disposto a apostar em uma história bem contada. Ou talvez seja o fato de que os que se autoproclamam lideres contam estas histórias com arte e talento e, no processo, vão se distanciando da realidade. Afinal, todos querem viver um sonho. Apesar de tudo, parece que somos, por natureza, seres crédulos. Sonhadores. E, portanto, de tempos em tempos, estamos todos destinados a ver escorrer por entre os dedos da mão os resquícios daquelas crenças que nunca foram verdadeiras. Assim nascem os falsos líderes.

Existe, na área empresarial, a lenda urbana de que a ruína se aproxima quando o empresário, o executivo ou a empresa aparecem em capas de revista de negócio, como exemplo de sucesso a ser seguido. Não se sabe bem porque, esta lenda parece ter alguma relação com a realidade.

Liderança genuína e positiva é coisa complicada, rara, difícil de encontrar e mais difícil ainda de manter. Depende de qualidades antagônicas. De um lado, o líder precisa vender a visão, o sonho. Convencer que sua proposta é legitima, e que aponta o caminho do sucesso. De outro lado, a visão deve ser realista e executada com competência pelo líder. Enxergar a realidade sem se deixar se contaminar pela recém-adquirida notoriedade é parte importante disso.

Parece que a emoção e a paixão transmitidas pelos sonhos e visões da liderança são o combustível para a crença no projeto e no futuro. Mas é, seguramente, o cálculo preciso dos céticos que torna possível separar os verdadeiros líderes daqueles que são simples produtos do marketing pessoal. Às vezes, uma dose de ceticismo faz bem. E sempre sai mais barato.










 

domingo, 3 de novembro de 2013

3 CLÁSSICOS COM JULIE LONDON

Postado por Berto Filho
Meus afortunados leitores certamente já ouviram a voz maravilhosa e as interpretações sensualmente felinas de Julie London. Aqui vão 3 performances de arrepiar.

“That Old Feeling”  

http://www.youtube.com/watch?v=O5YKSk-7mQw

“You And The Night And The Music”

http://www.youtube.com/watch?v=sMbohUIA7IE

 “You’d Be So Nice To Come Home To"
”http://www.youtube.com/watch?v=erYjQmBZd0s

sábado, 2 de novembro de 2013

PARA ENFEITAR SUA NOITE DE SÁBADO

Postado por Berto Filho

3 grandes músicos não americanos tocando um clássico do songbook norte-americano, "I'll Never Be The Same" :
o pianista italiano Rossano Sportiello, a cantora e baixista australiana Nicki Parrott e o clarinetista e instrumentista finlandês Artii Sarpilla.
Para enfeitar a noite de sábado dos apreciadores do melhor jazz.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TIREM A VACA DA SALA


Postado por Berto Filho
 


De mansinho, como não quer nada com o rebolado, mas quer e muito, o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que já governou o Brasil por 8 anos e fez do poste Dilma sua sucessora, volta a dizer bobagens como essa, que vociferou no Senado, no dia 29, na cerimônia em homenagem a quatro ex-presidentes da República, dirigida aos jovens manifestantes que não se sentem representados pelos atuais partidos e que seriam potenciais eleitores de Marina Silva :

"Na história deste país, se a juventude lesse as biografias de Getúlio Vargas, de Juscelino Kubitschek e outras biografias, provavelmente não iria desprezar a política, e muito menos a imprensa ia avacalhar a política como avacalha hoje." Coitada da vaca, inocente e sagrada, foi empurrada para o meio da sala pelo palavreado tosco do cabo eleitoral da presidente Dilma.   

Taí de novo aquela voz rascante, rouquenha, crispada, disparando termos chulos para dinamitar a imprensa livre deste país como se ela fosse o caixa eletrônico do banco do pensamento da oposição. Para ele e o PT, a imprensa que vale é a que bajula o governo e tenta calar as vozes discordantes, a mídia dos blogueiros financiados pelo PT, Planalto e bancos oficiais.

O Sr. Lula volta ao palanque da mídia para continuar a campanha de desmoralização da imprensa que publica o que ele não gosta de ler e que é verdade. Verdade dói. Está em plena campanha eleitoral, que inclui a própria candidatura a presidente já, se Dilma não controlar a inflação e voltar a cair nas pesquisas, ou em 2018. O homem está indócil na fita.

O governo investe sem parar – e gasta milhões para anunciar em quase todos os intervalos comerciais seus feitos e promessas nas mídias de maior visibilidade, que são o núcleo da imprensa “avacalhadora da política”’ a que Lula se referiu com desdém – no assistencialismo sem condicionalidade em favor dos pobres e da nova classe média, na presunção óbvia de que assim assegura a gratidão dos favorecidos pelas benesses do Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos & Cia., a ser materializada pelo voto em 2014. O filé mignon do colégio eleitoral, situado nas periferias das cidades, regiões metropolitanas e lonjuras do interior, coincidentemente “visitadas” pelos médicos cubanos, se contenta com pão (promoções nos supermercados, liquidações a R$ 0,99...), circo (futebol, seleção, Copa do Mundo, Vale Cultura, shows de música popular...) e com aquele palavreado popularesco do Lula que parece ter hipnotizado esse povão que decide eleição. 

As oposições têm um grande trabalho pela frente. Vão precisar de muita criatividade para blindar a mente dos eleitores desses bolsões contra a lábia ilusionista das vozes do PT se realmente quiserem convencê-los a trocar o comando do país, alternância que é a essência da democracia e do não continuísmo sedutor. A sociedade que pensa, trabalha, emprega, constrói, se manifesta nas ruas e quer mudar está numa sinuca de bico. Como sair dessa enrascada, sitiada pelos que não pensam, não trabalham, fazem filhos por atacado, depredam, assaltam, incendeiam ônibus e carros de reportagem ou invadem terras e não entendem nem querem entender o perigo comum das ameaças à livre expressão do pensamento, como essa invectiva do Sr. Lula contra a imprensa que, segundo ele, avacalha a política ?

A voz dos sem partido que lastreavam Marina Silva acaba de ser parcialmente amputada pela limitação severa do acesso ao Fundo partidário e ao tempo de televisão decretada pela maioria do governo no Congresso visando exclusivamente evitar a viabilização do partido REDE de Marina Silva, que não tem saída senão transformar o PSB no novo REDE Social, o PRSB, Partido da Rede Socialista Brasileira. O governo travou Marina. Golpe de mestre com torpeza, calçado na ânsia doentia de se eternizar no poder.

Ou Aécio Neves, Eduardo Campos, Marina, o PPS de Roberto Freire, o DEM, partes do PMDB, do PSD de Kassab e de partidos da base governista que não rezam pela cartilha do Planalto e seus marqueteiros conversam entre si e traçam uma estratégia de ocupação eficiente da mídia de massa que tem ibope ou Dilma vai ficar mais 4 anos, os mensaleiros não vão ser presos, os novos ministros do Supremo vão julgar o mensalão de novo, absolver José Dirceu e outros do crime de formação de quadrilha, e depois Lula volta nos braços do povo, fica mais 8 anos, nomeia José Dirceu, José Genoíno e Palocci ministros, Dilma vai ser embaixadora nos Estados Undos ou na ONU, e o Brasil republicano e democrata acaba. Ou vira uma ditadura sindicalista pela via eleitoral em rede com o bolivarianismo castrista comandado do alto pelo "espírito" de Hugo Chávez (Maduro que o diga...) sem derramamento de sangue. A Revolução silenciosa da tomada e manutenção do poder teorizada por Gramsci.
Tirem a vaca da sala.