sábado, 5 de julho de 2014

NEYMAR : UM PREVISÃO SINISTRA

Post de Berto Filho

Há uns 2 meses um astrólogo previu num desses programas vespertinos de TV que Neymar sofreria um agressão que poderia tirá-lo da Copa. Infelizmente aconteceu. Que Neymar ia ser caçado em todos os jogos (sofreu 18 faltas em 4 jogos) não era novidade nem para Felipão. Mas nunca se esperava uma joelhada tão fatal, premeditada e mal intencionada.

Neymar é um ídolo nacional do futebol brasileiro. Nasceu para isso. A seleção deste ano gira em volta dele. E quando o Brasil consegue ser a sede da Copa do Mundo vem um jogador colombiano na calada de uma arbitragem covarde e tira Neymar da Copa. Agora, é cada um por Neymar, isso vai dar muita motivação, os companheiros dele vão se desdobrar e isso vai ser bom para o coletivo.

Leia no parágrafo final o que diz o jorgador italiano Canavarro, ele fala de cátedra.


Fonte da nota abaixo  : www.esmaelmorais.com.br

Brasil x Colômbia: mundo comovido por covardia contra Neymar 




Hashtag #ForçaNeymar é a mais replicada do planeta, com 1,3 milhão de postagens em uma hora; comunidade global comovida com saída de craque brasileiro da Copa, em razão de fratura na terceira vértebra lombar; indignação generalizada com padrão Fifa de arbitragens; mau intencionado Zuñiga, o 18 da Seleção da Colômbia, nem sequer foi advertido por joelhada pelas costas que fraturou terceira vértebra lombar de Neymar; juiz espanhol Carlos Velasco Carballo foi omisso em diversas faltas desleais cometidas antes; Mundial é marcado por barbeiragens de árbitros que deixaram de marcar pênaltis, permitiram indisciplina e feriram regras básicas do esporte; enrolada no escândalo dos ingressos falsos, que envolve filho de argentino Julio Grondona, braço direito do presidente Joseph Blatter, Fifa faz de tudo para estragar a festa; “viejos hijos de puta”, como disse presidente do Uruguai, Pepe Mujica.

A fatídica saída do atacante Neymar da Copa, por causa de uma fratura na terceira vértebra lombar durante o jogo da Seleção Brasileira contra a Colômbia nesta sexta-feira (4), está causando grande comoção nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #ForçaNeymar já é o assunto mais comentado em todo o mundo. Após confirmação de que está fora, 565 mil tuítes foram publicados sobre Neymar em cinco minutos. Uma hora após notícia já são mais de 1 milhão de tuítes.

O incidente envolvendo Neymar foi o ato mais grave de uma série de arbitrariedades cometidas dentro do campos durante as partidas da Copa. Muitos dos juízes agiram de forma discutível, deixando de marcar pênaltis e ferindo regras do futebol. A atuação do árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo no jogo entre Brasil e Colômbia foi muito questionada.

As arbitrariedades em campo por falha dos juízes somada ao escândalo envolvendo a venda ilegal de ingressos mostram necessidade da Fifa rever sua atuação para não prejudicar a Copa.

Nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o candidato do PSB Eduardo Campos (PSB) comentaram o tema. Do meio artístico, as cantoras Ivete Sangalo e Preta Gil postaram declarações de solidariedade ao jogador.

“Como todo o Brasil, estou na torcida pela recuperação do nosso craque #ForçaNeymar”, publicou Dilma.

“Força, Neymar. O Brasil está com você. Já passou da hora de colocar um fim na violência. Inclusive no futebol”, disse Eduardo Campos.

“Minha torcida é pra vc dentro e fora de campo. Deus está ao seu lado e tudo ficará bem ! Força Neymar”, postou Ivete.

“Um jogador exemplar, humano que vem sofrendo pancadas todos os jogos mas mesmo assim joga e luta pelo nosso time. Fiquei tão abalada”, afirmou Preta Gil. 

O jogador italiano Cannavaro afirmou que é muito triste não apenas para Neymar, mas para a Copa do Mundo e para os torcedores que um grande jogador fique afastando do restante da competição por causa de um lance assim.
— Seguramente, penso que aquele lance foi uma situação perfeitamente evitável. Quando Neymar estava com domínio da bola, não havia como o colombiano se antecipar. Neymar não é transparente. O colombiano não poderia passar por dentro dele. Não gostei daquele joelho. Aquilo me leva a pensar que foi uma falta com intenção de machucar. Quem já jogou bola sabe bem o que estou falando.

A URNA ELETRÔNICA USADA NO BRASIL É VULNERÁVEL ?

Post de Berto Filho



Estou atualizando este post com a notícia de que o ministro Dias Toffoli, atual presidente do TSE, resolveu proibir o teste público das urnas eletrônicas antes das eleições de outubro.
Há algo de muito estranho nessa proinição. Medo de urna fraudável ?

Pode até não ser verdade que as urnas que vão ser usadas no Brasil em outubro sejam fraudáveis mas a proibição passa a impreesão de que há algo de suspeito nesse negócio, que deve envolver milhções de reais.


Ora, vamos raciocinar. Toffoli é muito chegado ao PT, a indicação dele para presidir o TSE pode ter sido uma manobra para acobertar possíveis fraudes com o emprego de "softwares maliciosos" capazes de alterar os resultados da votação de cada urna (após o eleitor votar), como demonstra ser possível o video no link deste post, está criado um cenário de suspeição para a insólita decisão desse ministro de origerm pretista. Não vai fazer teste por que ? Tem gato na tuba ?

Vejam a notícia no link abaixo: http://oglobo.globo.com/brasil/tse-nao-fara-teste-publico-das-urnas-eletronicas-antes-das-eleicoes-12715187

Tofolli era um advogado mediocre, tentou concurso para Juiz por 2 vezes e foi reprovado, aí começou a se aproximar do Lula, ser advogado do PT, depois trabalhar Casa Civil e daí a Advocacia Geral da União , depois Lula o indicou para o STF !

A vulnerabilidade da urna eletrônica usada no Brasil a crimes e fraudes nunca foi desmentida cabalmente pelo TSE, o contratante da empresa Diebold que fabrica as máquinas. 


O TSE não dá garantias concretas de inviolabilidade da urna. Certas narrativas científicas como esta, descrita no video no link abaixo, fazem aumentar a desconfiança na sua blindagem contra malfeitos. Principalmente por ser esta a terra do Macunaíma, onde urnas com votos de eleitores não esclarecidos são transportadas em barcos, no lombo de jegues, em porta-malas de carros ... A percepção é que não há fiscalização por ser muito cara e geograficamente inviável..

Depois de ver o video, sabendo em que país você vive, o tipo de gente que opera as eleições, e sabendo que o PT não quer largar o poder, me diga se você ainda confia 100% na integridade da votação eletrônica.


http://youtu.be/VnH_ElxR6jY




















quinta-feira, 3 de julho de 2014

SONHO MAU

Post de Berto Filho

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho é um conferencista, ensaísta e autor que marca presença nas áreas do jornalismo e filosofia. É considerado um dos articulistas mais abertamente de direita do país em atividade. É o que diz sobre ele o Wikipedia, que não é bem o almanaque queridinho do personagem. Muito pelo contrário.

A tônica de sua obra é a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia "científica". Para Olavo de Carvalho, existe um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual, vínculo este que se perde de vista quando o critério de validade do saber é reduzido a um formulário impessoal e uniforme para uso da classe acadêmica.

No fim e do no fundo ele quer dizer que os numerosos alertas que ele enviou de sua nave americana (ele mora nos EUA) não valeram nada porque a sociedade civil - nós todos - que poderia reagir, está murcha, hipnotizada, caindo na conversa de camelô de asfalto do PT e, quando acordar do sonho esplêndido, terá que ir para o Paredon sem saber direito o que está acontecendo.

 Vamos ao seu artigo, publicado no Diário do Comércio.

Sonho mau

Autor :  Olavo de Carvalho em 02 Julho de 2014


Em qualquer grupo social pode-se avaliar sem muita dificuldade se ali predominam a percepção alerta, a presteza e criatividade das reações, ou o apego indolente a chavões e frases feitas que se repetem como mantras enquanto a realidade vai correndo, mudando e passando como um trator sobre a multidão de sonsos.

Muitas previsões, dizia Thomas Mann, são enunciadas não porque vão se realizar, mas na esperança de que não se realizem. Todas as que fiz, especialmente as mais alarmantes, foram assim. Com uma diferença: as previsões sempre se realizaram, a esperança nunca.

Nos assuntos humanos, a certeza absoluta é geralmente uma utopia. O máximo que se alcança é uma probabilidade razoável. E o culto devoto que o homem contemporâneo consagra aos números não o levará mais longe: uma probabilidade, calculada até os centésimos de milionésimos, continuará sempre sendo o que é -- uma probabilidade, não uma certeza.

No entanto, continua válido o preceito de que a exatidão de uma ciência se mede pela sua capacidade de fazer previsões corretas. Nas ciência humanas, e especialmente na ciência política, a previsão deve sempre assinalar as variáveis que podem modificá-la no curso do processo. Muitas dessas variáveis dependem da criatividade, da iniciativa e da coragem dos personagens envolvidos. Se as previsões mais deprimentes se realizam com exatidão quase matemática, isto se deve mais à ausência desses três fatores do que aos méritos científicos de quem as enuncia.

Numa apostila já velha, que nunca tive a ocasião de corrigir para publicação, expliquei que a liberdade é uma propriedade vital da psique humana, mas que esta não a possui como um dom perfeito e acabado, e sim apenas como uma possibilidade que de certo modo se cria e se amplia a si mesma na medida em que se assume e se exerce. Por isso é que a famosa controvérsia de determinismo e livre arbítrio não tem solução geral teórica: esses dois fatores não pesam uniformemente em todas as vidas, mas se distribuem de maneira desigual conforme um jogo dialético muito sutil que varia de indivíduo para indivíduo, de situação para situação, de caso para caso. Não há como provar a liberdade senão exercendo-a, mas colocá-la em dúvida é já abster-se de exercê-la, provando portanto sua inexistência mediante uma profecia auto-realizável.

Inversa e complementarmente, a própria psique se torna rala e evanescente quando, por abdicação voluntária ou sob a pressão de condições adversas, a liberdade cede o passo à intervenção de fatores “externos”: a pura fisiologia, os hábitos inconscientes, o jogo das influências ambientais, o acaso, etc. Numa situação extrema, já não há mais atividade psíquica livre: a psique torna-se o reflexo passivo e mecânico de tudo quanto lhe é estranho.

Essa distinção aplica-se aos indivíduos como às sociedades. Em qualquer grupo social pode-se avaliar sem muita dificuldade se ali predominam a percepção alerta, a presteza e criatividade das reações, ou o apego indolente a chavões e frases feitas que se repetem como mantras enquanto a realidade vai correndo, mudando e passando como um trator sobre a multidão de sonsos.

Depreciando instintivamente as mudanças e diferenças, a mente letárgica apega-se à “heurística disponível”, que o manual de psicologia forense de Curtis R. Bartol, muito usado nos EUA, define como um atalho mental construído com os fatos mais vulgares e acessíveis – em geral os fatos repetidos pela mídia --, simulando uma explicação.

É assim que os riscos e ameaças mais graves e iminentes passam despercebidos sob uma afetação de segurança tranqüilizante. E foi assim que os planos do PT para a implantação do comunismo no Brasil, registrados nas atas de assembléias do partido, repetidos nas do Foro de São Paulo e insistentemente explicados nos meus artigos e conferências, foram solenemente ignorados como se fossem meras tiradas verbais sem a menor conseqüência, até que agora podem ser postos em prática diante dos olhos de todos, com a certeza de que a o povo e as elites, degradados e estiolados por décadas de indolência mental e repetitividade mecânica, nem saberão como reagir.

Não é preciso dizer que, deteriorada num grupo humano a capacidade de percepção rápida e reação criativa, o curso das coisas vai se tornando cada vez mais previsível graças ao império geral da passividade mecânica. O que era apenas uma probabilidade, manejável pela livre vontade humana, torna-se o cálculo matemático de uma fatalidade.

Pela milésima vez: Quando um homem normal diz “sociedade civil”, ele designa com isso a totalidade das pessoas dotadas de direitos civis e políticos. Quando um comunista usa o mesmo termo, ele sabe que os profanos o ouvirão exatamente assim, mas que os iniciados saberão perfeitamente que se trata apenas de um reduzido círculo de organizações e movimentos criados pelo Partido para fazer a parte suja do serviço sem comprometê-lo diretamente.

Na estratégia comunista, trocar a representação eleitoral pelo governo direto dessas organizações e movimentos é, desde há mais de um século, a virada decisiva, o “salto qualitativo” que, após uma longa acumulação de subversões e corrosões, marca a passagem de qualquer regime para uma ditadura socialista.
Para quem quer que conheça a história do comunismo, isso é uma obviedade patente, mas quem está acostumado a pensar segundo a “heurística disponível” da mídia usual, quem se recusou por mais de vinte anos a enxergar o que se preparava, talvez não venha a enxergá-lo nem mesmo depois de realizado. Muitos irão para o Gulag ou para o “paredón” jurando que é apenas um sonho mau.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

CÂMARA FEDERAL DÁ O TROCO A DILMA E CARVALHO

Post de Berto Filho

Vamos fazer figa ! Tem que ter quorum, questão de honra.
Leia a nota publicada pelo Reinaldo Azevedo na VEJA online.

O Brasil precisa torcer mais para a Câmara derrubar o famigerado decreto 8243 do que pela seleção na 6a. feira contra a Colômbia. Se ganhar ou perder, é só um jogo, e ser derrotado pela Colômbia deve ser encarado com naturalidade. Se o Decreto Legislativo não passar por falta de quorum ou for derrotado pelos votantes, o Decreto da Dilma fica valendo e todos estamos ferrados. Pelo menos por mais algum tempo até esse decreto malsão ser varrido pela reação dos homens de bem.

Câmara pode votar hoje Decreto Legislativo que repudia arroto autoritário da dupla Dilma-Gilberto Carvalho : o Decreto 8.243, aquele que abre a porta para o fim da propriedade privada.



Henrique Alves, presidente da Câmara: ele diz que Decreto 8.243 fere prerrogativas do Congresso. Que o Parlamento reaja!
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deve pôr em votação nesta quarta o Decreto Legislativo da Câmara que torna sem efeito o decreto presidencial
8.243 — aquele arroubo bolivariano de Dilma Rousseff —, que submete, ainda que de forma oblíqua, as decisões do governo federal a conselhos populares. Trata-se de uma óbvia usurpação dos poderes do Congresso pelo Executivo. Já tratei do assunto aqui muitas vezes. A Constituição estabelece, sim, a participação direta da população por meio de três instrumentos: plebiscitos, referendos e emendas de iniciativa popular. Os conselhos, na forma como quer o decreto de Dilma, simplesmente substituem a democracia representativa pela democracia direta.

À
Folha, afirmou Alves: “O decreto está em desarmonia com o princípio da separação dos Poderes, pois ao Congresso Nacional cabe, precipuamente, formulação de políticas públicas, por meio de lei, após amplo debate entre todas as forças políticas — da situação e da oposição — sobre as mais diversas demandas de todos e quaisquer grupos da sociedade, alinhados ou não, ao governo”. É só uma questão de bom senso.

Nesta terça, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, esteve com Alves. O deputado voltou a defender a retirada do texto, mas o governo deixou claro que não negocia. O presidente da Câmara lamentou: “Esperava compreensão do governo, mas não foi possível”.

Não custa lembrar trechos do monstrengo dilmiano. O Artigo 1º do decreto estabelece: “Fica instituída a Política Nacional de Participação Social – PNPS, com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. Sei… O Inciso II do Artigo 3º sustenta ainda que uma das diretrizes do PNPS é a “complementariedade, transversalidade e integração entre mecanismos e instâncias da democracia representativa, participativa e direta”.

Certo! Então os conselhos seriam uma forma de democracia direta, né? Só que é a democracia direta que se realiza à socapa, sem que ninguém saiba. Ou o “cidadão” decide fazer parte de algum “coletivo” ou “movimento social” ou não vai participar de coisa nenhuma. O texto tem o topete de definir o que é sociedade civil logo no Inciso I do Artigo 2º: “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou por outra: é sociedade civil tudo aquilo que o poder decidir que é; e não é o que ele decidir que não é.

Fim da propriedade privadaComo observei numa
coluna na Folha, o “indivíduo” só aparece no decreto para que possa ser rebaixado diante dos “coletivos” e dos “movimentos sociais institucionalizados” e “não institucionalizados”, seja lá o que signifiquem uma coisa, a outra e o seu contrário. Poucos perceberam que o decreto institui uma “justiça paralela” por intermédio da “mesa de diálogo”, assim definida: “mecanismo de debate e de negociação com a participação dos setores da sociedade civil e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”.

Ai, ai, ai… Como a Soberana já definiu o que é sociedade civil, podemos esperar na composição dessa mesa o “indivíduo” e os movimentos “institucionalizados” e “não institucionalizados”. Se a sua propriedade for invadida por um “coletivo”, por exemplo, você poderá participar, apenas como uma das partes, de uma “mesa de negociação” com os invasores e com aqueles outros “entes”. Antes que o juiz restabeleça o seu direito, garantido em lei, será preciso formar a tal “mesa”…

Isso tem história. No dia 19 de fevereiro, o ministro Gilberto Carvalho participou de um seminário sobre mediação de conflitos. Com todas as letras,
atacou a Justiça por conceder liminares de reintegração de posse e censurou o estado brasileiro por cultivar o que chamou de “uma mentalidade que se posiciona claramente contra tudo aquilo que é insurgência“. Ou por outra: a insurgência lhe é bem-vinda. Parece que ele tem a ambição de manipulá-la como insuflador e como autoridade.

Vocês se lembram do “Programa Nacional-Socialista” dos Direitos Humanos, de dezembro de 2009? É aquele que, entre outros mimos, propunha mecanismos de censura à imprensa. Qual era o
Objetivo Estratégico VI? Reproduzo trecho:
“a- Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade.
(…)
d- Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos (…) como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares (…)”

Dilma voltou à carga, resolveu dar uma banana para o Congresso e, em vez de projeto de lei, que pode ser emendado pelos parlamentares, mandou logo um decreto.

Que a Câmara tenha a decência de repudiar esse arroto autoritário!

terça-feira, 1 de julho de 2014

O VICE DE ÁÉCIO FOI CHAPA DE MARIGHELLA

Post de Berto Filho



O candidato a vice presidente da República pelo PSDB na chapa de Aécio, Aloysio Nunes Ferreira, já foi companhehro de armas e assaltos do ícone comunista Carlos Marighella.
A esquerda radical está melhor representada no PSDB do que no PT...

Aloysio diz que entrou de gaiato no navio da luta armada, que essa não era a sua praia. Foi um guerrilheiro bem comportado mas deixa ele mesmo falar como foi.

A publicação que segue foi feita no Globo.

“Mateus”, nos tempos da clandestinidade dos anos de chumbo, ou Aloysio Nunes Ferreira, hoje, sempre foi um afiado opositor no embate a governos. O hoje senador e líder do PSDB no Senado tinha 19 anos e cursava o segundo ano de Direito, na Universidade do Largo de São Francisco, quando veio o golpe militar de 1964. Apoiava o movimento pelas reformas e, como voluntário, estava engajado no Instituto de Reforma Agrária onde ajudava a organização de sindicatos de trabalhadores rurais.

— O golpe foi um golpe para mim em todos os sentidos e na minha vida pessoal. Foi como se fosse tragado pelo vácuo do buraco de uma bomba que explodiu. A partir daí me joguei na vida pública - relembra Aloysio, em entrevista ao GLOBO.

No dia em que foi preso pela primeira de muitas vezes, pediu que os policiais passassem no salão de beleza, onde estava a mãe, para tranquilizá-la.

— Eu disse: Mãe, estou sendo preso, candidadamente, e ela entrou em pânico. Foi nesta época que fiz todas as amizades profundas e fundamentais da minha vida - conta o senador tucano.

No ano seguinte, em 1965, ele se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCB). Daí em diante, foi preso várias vezes, mas nunca torturado. Durante a militância na clandestinidade, Aloysio Nunes atuou ao lado de Carlos Marighella na Ação Libertadora Nacional (ALN), na qual integrava o Grupo Tático Armado (GTA). Foi quando seu nome foi espalhado em cartazes de “Terroristas assassinos”.

— Se tivesse ficado no Brasil, teriam me matado. Era muito visado — disse o senador ao GLOBO, numa entrevista em outubro de 2011.

O senador tucano não se arrepende da luta do passado, mas diz que a luta armada foi um equívoco. Como militante, ele participou, em agosto de 1968, do assalto ao trem pagador da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Ele foi processado e condenado a três anos de reclusão com suspensão dos direitos políticos por dez anos.

— Participei de ações armadas. Mas não quero bancar herói. Estávamos profundamente equivocados. O que derrubou a ditadura foi a luta de massas, a luta democrática. Mas o que está feito, está feito. Não me arrependo — afirmou o senador nessa entrevista.

Em 1969 se exilou na França, onde ficou até 1979. Durante o regime militar, foi indiciado várias vezes por atos subversivos e, em 75, condenado, à revelia, a três anos de cadeia e dez anos de suspensão dos direitos políticos. Há três anos, Aloysio Nunes foi o relator no Senado do projeto que criou a Comissão Nacional da Verdade. Ele defende a manutenção da Lei de Anistia, sem punições para antigos agentes do Estado que cometeram violações na ditadura.

Com a anistia, voltou ao Brasil e participou da fundação do PMDB, sob cuja legenda exerceu vários mandatos: dois de deputado estadual, vice-governador e deputado federal. Em 1997, foi para o PSDB, se elegendo deputado federal por dois mandatos.

- Hoje aos 69 anos, eu olho para aquele jovem de 18 anos que começou a militar na faculdade de Direito e me pergunto: Será que sou eu mesmo? Acho que sou. Alguns sonhos se desfizeram, a alma foi limada pela aspereza da vida, mas as convicções da democracia, liberdade, pluralismo e igualdade permaneceram - disse ontem após o anúncio feito por Aécio.

De preparo intelectual e político apontado até pelos adversários, o tucano também é conhecido por ter um temperamento forte, às vezes sem paciência. Ontem, ao ser anunciado vice na chapa de Aécio Neves, ao lado da mulher Gisele, o próprio Aloysio brincou com seu estilo e prometeu ser mais “zen”. Ministro de duas Pastas do governo Fernando Henrique: Justiça e Secretaria Geral da Presidência. Além de amigo de Fernando Henrique, Aloysio é próximo do ex-senador José Serra.

Em 2010, Aloysio retornou com força ao cenário de Brasília, após obter a maior votação da história para o Senado: 11.189.158 votos. Aloysio Nunes é anistiado político, condição obtida em 2006, num julgamento da Comissão de Anistia. Ele recebeu a prestação única no valor de R$ 100 mil. Essa reparação é referente a 15 anos, 7 meses e 22 dias de perseguição, entre 1966 e 1979. Teve também direito de voltar à faculdade e concluir curso de ciências sociais.



QUESTÕES MILITARES

Post de Berto Filho

Aqui cumpro a promesssa do post anterior e publico a resposta do General Franscico Torres de Melo ao artigo de Miriam Leitão intitulado "Enquanto isso...".
O artigo da Miriam é de 2005 e a resposta do general deve ter sido dada em seguida. Ele pediu que sua carta fosse publicada na coluna da Miriam mas não deve ter sido atendido. É provável que Miriam nem tenha tomado conhecimento. A carta do general está na internet. 
 
"À Senhora Jornalista Miriam Leitão.

Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM.

Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer".

Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.

No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.

Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo.

Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.

Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas.

Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem deram o golpe de 37.

Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.

Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler.

O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem.

Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.

O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.

O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana.
A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.

Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça, eles eram políticos. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.

Eram os políticos que se degladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça, sabe bem disso!

A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Mais uma vez eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem.
Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas ficam sem rumo.

Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros, a Esperança da vassoura, Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.

Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.

Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.

Minas desce. Liderança primeira de civil; a era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe, só não sabemos se deles ou nosso.
Não vamos ser hipócritas, a senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968".
Não há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência e os políticos sempre jogam a responsabilidade em manter a ordem aos militares. Afinal eles levaram a desordem.

Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País.
Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso.
Veio a ANISTIA e João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos, pois Ulisses Guimarães não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar de Brasileiro é no Brasil", como dizia.
Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.

DIRETAS JÁ! Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais.
Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos agora, mas sempre aguardando a voz do Povo.
Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. A corrupção e a desordem estão ficando acima da lei e da ordem!
O que já se ouve, passamos a escutar, é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO.
Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia... Certo, houve excessos contra os civis. Então me diga: Como controlar o que o país vivia naquela época? Com vários grupos, uns querendo o comunismo, outro o socialismo, outro o presidencialismo e a maioria a democracia. Será que se chegaria a um concenso na conversa? Existiria controle social para tal?
Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas. E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso.

Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. Estamos sem ética e sem moral, estão esquecendo os bons princípios e mais, os políticos são despudorados.
O Brasil vem sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens, desrespeitam a todos e só pensam na sobrevivência política, independente do preço a ser pago pelo povo!

Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.

Atenciosa e respeitosamente,
FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO

MIRIAM LEITÃO E OS MILITARES

Post de Berto Filho
De tempos em tempos, a jornalista multimídia Miriam Leitão (Sistema Globo) escreve colunas e faz programas de TV (GNews) abordando o cenário militar no Brasil.

Ela bate na tecla de que os militares de hoje são diferentes dos militares de ontem, como se estivesse condenando os militares que ocuparam o poder de 64 a 85. Militares da reserva, reformados, sem voz na mídia, a não ser em sites que circulam na internet, não se conformam com as análises da colunista. O tema é polêmico porque agora as Forças Armadas têm sido empregadas em operações urbanas de contenções de distúrbios que nada têm a ver com a sua tradicional missão constitucional. 

São profundas as diferenças de visão de Miriam e desses militares em temas correlatos aos quartéis, como as torturas praticadas por militares durante o regime de exceção iniciado em 1964 e terminado pelo ex-presidente Figueiredo em 1985, discussões na Comissão da Verdade que têm a meta de criminalizar os autores das torturas (na prática, seria a revogação da Lei de Anistia), etc. Venho acompanhando pela internet. Caso você queira ler mais a respeito, vá ao Google e digite "Miriam Leitão e os Militares."






Em setembro de 2005, Miriam publicou o seguinte no Globo, sob o título "Enquanto isso..." :
"Nos quartéis, o desejo é que o presidente Lula conclua o seu mandato no tempo regulamentar e que a crise ensine como melhorar a democracia. Oficiais superiores acham que qualquer saída — mesmo constitucional — que signifique rupturas afetaria a imagem do Brasil como país estabilizado e institucionalmente maduro. O que eles mais temem é uma evolução igual àquela prometida pelo ex-ministro José Dirceu: a convocação dos movimentos sociais para as ruas.
Vinte anos depois do fim da ditadura, os militares não fazem exatamente um mea-culpa sobre o que aconteceu no período 64-85, mas garantem que tudo mudou completamente. Tanto que decidiram nem fazer reunião de alto comando para discutir a crise. Acham que seriam mal interpretados. Os comandantes dizem que têm profundos valores democráticos e total controle das tropas. Não acham que o cenário mais provável da evolução da crise seja o de conflitos sociais. Mas lembram que uma de suas missões constitucionais é o que eles definem com a sigla GLO, Garantia da Lei e da Ordem.

Houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre Lei e Ordem era rasgar as leis e ferir a ordem.


Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer. Acompanham com atenção os índices de popularidade das Forças Armadas, que vem aumentando ano após ano desde 94. Numa pesquisa feita em maio, registrou-se que 75% dos brasileiros confiam nas Forças Armadas, e só 20% não confiam.

A insatisfação salarial continua, mas já foi mais aguda. Hoje eles acham que o governo fez o que pôde, por enquanto. Garantem que o movimento das mulheres que esteve nas ruas pedindo aumento não é representativo.

Sobre economia, acham que o país precisaria crescer mais rapidamente e investir mais em infra-estrutura e logística. Mas temem a inflação. Portanto, até olham com interesse idéias desenvolvimentistas, desde que isso não signifique a volta da inflação.

Numa atitude um pouco diferente da que já tiveram até no passado recente, os militares acreditam que precisam justificar o dinheiro gasto pelos cidadãos para mantê-los. Por isso querem mostrar à opinião pública que têm hoje múltiplas tarefas no país e não se furtam à convocação da sociedade.

— Hoje ela quer de nós que também atuemos na garantia da segurança urbana. Claro que não podemos nos transformar em polícia; nossa missão não é essa. Mas não podemos ignorar o que a sociedade nos pede. Por isso, nos preparamos para ações localizadas, emergenciais, colaboração com outras forças, utilização de inteligência para enfrentar momentos de tensão — disse um oficial superior.

No ano passado, o Exército participou de 13 operações urbanas e neste ano, até agora, cinco. São ações como a de Belo Horizonte onde, com a polícia em greve, houve uma série de tumultos na rua. Outra ocorreu em Vitória. Já participaram de ações no Rio de Janeiro. Preparam-se já para garantir a segurança dos Jogos Pan-Americanos, com muito mais efetivos do que na época da Rio-92. Estão há três meses no Pará e acham que está na hora de passar o bastão para a Polícia Federal. Foram para lá depois da morte da freira Dorothy Stang, quando havia ameaça de morte contra outros religiosos.

O Exército decidiu ter uma unidade especializada em operações urbanas de garantia de segurança interna. Acham que o treinamento tem que ser totalmente outro, o armamento diferente, porque eles estarão atuando no meio da população civil e, por isso, treinam em Campinas (SP). Foi instalada na cidade uma Brigada com sete mil homens que tem o objetivo de se especializar em ações urbanas: tomar favelas do narcotráfico, conter rebeliões e distúrbios civis. É a 11 Brigada de Infantaria Leve- Garantia da Lei e da Ordem, BIL-GLO.

Mas estão convencidos de que não é com repressão que se vencerá a violência urbana, mas com combate à lavagem de dinheiro, ao tráfico de drogas e de armas nas fronteiras. Aumentar a presença nas fronteiras brasileiras é uma velha reivindicação. Não é inimigo externo, invasão de país estrangeiro o que temem. Acham que ajudam a combater crimes, como o desmatamento. Quando há denúncia ou informações de satélite de desmatamento, o Ibama atua com apoio logístico, transporte, alimentação, garantia de segurança, das Forças Armadas.

— No meio da selva, não há um botequim na esquina, temos que levar tudo que eles possam precisar — conta um oficial.

A preocupação deles hoje é passar para a opinião pública a dimensão das suas múltiplas tarefas no país em todas as áreas, inclusive na formação pessoal de 100 mil jovens brasileiros, em geral pobres, a cada ano. Um milhão se alistam, só 10% podem servir e eles garantem que os jovens passam por importante processo de educação e preparação para a vida.

As Forças Armadas estão hoje lendo os velhos livros de estratégia e tática bélica e os novos de redução de custos, aumento de produtividade e eficiência.

— Sabemos que o dinheiro é pouco, queremos fazer mais com menos — comenta um deles.

Acham que também não é muito entendida a importância da presença de tropas em missões da ONU. Em ações como no Haiti, está se consolidando a imagem do Brasil, mas também treinando, na prática e a custos menores, os soldados brasileiros, porque parte do gasto é ressarcido pela ONU e os militares não estão em simulações, mas enfrentando desafios reais."


Volto eu.
O artigo acima provocou uma resposta dura do General de Divisão reformado do Exército, Francisco Batista Torres de Melo. No próximo post, publico a resposta. Todo esse contencioso você acha via Google, uma fonte imnportante dos noticiários de rádio e TV e também a fonte de textos que a grande mídia dia ignora porque não batem com a sua ideologia.

É preciso pesar os dois campos no que tange à influência de cada um na formação da opinião da sociedade.

Vamos começar pelo peso dos militares sem voz

Os militares da ativa têm bloqueios disciplinares, não podem se manifestar sem que se exponham a sofrer sanções.
O que pensam os quartéis ? Não se sabe. O Ibope não faz pesquisa lá. Os comandantes permitiriam ao Ibope ou similar auscultar o verdadeiro pensamento de um extrato representativo da tropa, desde que sejam usados os mesmos critérios técnicos das pesquisas de opinião ?

Militares da reserva, reformados, não conseguem espaço na mídia porque não são jornalistas empregados em veículos de comunicação e porque, como personagens, são rejeitados por preconceito antimilitarista da imprensa (sobretudo os de esquerda radical) , preconceito que as chefias de redação e os donos dos veículos resolveram encampar como uma atitude corporativa.

O bom senso (este meu indemissível auxiliar de plantão, oxigênio do meu grilo pensante) recomenda que, para se evitar uma ditadura de direita ou de esquerda, qualquer que seja o presidente de plantão, as Forças Armadas devem ser fieis ao seu papel constitucional de mantenedoras da Lei e da Ordem, no campo interno, e da soberania, da integridade e da unidade do território nacional quando ameaçadas por inimigos externos - na minha versão, quer sejam militarizados ou não.

Hoje a ameaça externa não é militarizada, é ideológica, nada a ver com tanques e exércitos vemelhos (pelo menos por enquanto até onde eu sei), é introduzida cientificamente através do implante, por "lobotomia",  de chips 
de pensamentos prontos pret-a-porter em mentes vazias e ociosas mas treináveis e obedientes.

A manipulação e a persuasão criam legiões de fanáticos fratricidas. O processo é intensivo, dia e noite, repetível à exaustão, de lavagem cerebral no qual os lavadores, agindo de preferência nos movimentos sociais, bem mais receptivos, aplicam habilidades eficientes, por exemplo, palavras de ordem de que o inimigo a ser identificado e perseguido é qualquer um que não pensa do jeito que o lavador quer.

O ministro Joaquim Barbosa, que pediu aposentadoria para sair do radar da mídia e dos inimigos que acumulou (no PT),  hoje faz seu último julgamento antes de pedir o boné.


Ele tem sido vítima recorrente de um processo de desconstrução da imagem de heroi nacional do mansalão que começa pelo rejulgamento, no próprio Supremo, das condenações dos réus do maior escândaloa nacional de todos os termpos por um colégio de juízes que pensa e julga de modo diametralmente oposto ao anterior, o que julgou o mensalão.

Voltando à comparação dos pesos de mídia de Miriam Leitão e dos militares e seus reflexcos sobre as formação de opinião da sociedade, observo,que a multimídia colunista Miriam Leitão dispõe do vasto trombone de sua coluna no Globo, de entradas na CBN, de programas de entrevistas na GloboNews, enfim tem um trombonão mdiático com milhares de atentos seguidores, ela faz cabeças.


O peso de formação de opinião da Miriam e o poder tecnológico que está por trás dela são desproporcionais em relação ao peso de opiniões de militares que circulam, clandestinamente (pois a grande mídia não os reconhece publicamente, pelo menos até hoje) em sites mantidos na internet por organizações civis ou blogueiros considerados de direita, embora muitos dentre esses não assumam claramente a posição ideológica de direita que não é vexatória ou humilhante, como quer fazer crer a esquerda doida varrida.

Existe uma "direita" (como quer a esquerda) rotulada de "centro esquerda" que hoje é vocalizada pelo PSDB, o principal representante político do socialismo que se nutre da seiva de raízes européias ocidentais. E existe uma direita radical que justifica as torturas de 64, defende a criminalização dos terroristas e sua inclusão na Comissão da Verdade, acredita que o movimento de 64 (a ditadura militar) foi uma contra-revolução para livrar o Brasil do jugo comunista. A mídia em geral não aceita que o país estivesse em 63-64 sob o risco de cubanização, que hoje é bem mais evidente no governo do PT. Muitos brasileiros que vivenciaram os acontecimentos políticos dos anos 60, mal informados por essa mídia caolha, pensam que João Goulart era um democrata bem intencionado e que as reformas de base que pretendia executar seriam benéficas para o país.

Em 63, em plena Guerra Fria, Cuba tinha mísseis russos apontados contra os Estados Unidos e o clima era propício à expansão territorial da ditadura do proletariado (leia-se hoje "forças populares") na América do Sul e Central graças à localização estratégicz de Cuba nesse jogo de xadrez do controle do poder mundial e à tomada do poder na ilha pelo tirano Fidel Castro, que escolheu a Rússia como o seu guarda-chuva nuclear. John Kennedy resolveu a parada e Kruschev mandou trazer de volta para Moscou os mísseis transviados.

Pois bem, essa direita radical deseja a tomada do poder pelos militares como salvação da Pátria contra a corrupção, etc. Essa corrente está fora de sintonia e não consegue sensibilizar o eleitorado. Mas é preciso reconhecer que seus argumentos instrumentalizam a direita "centro esquerda".

Quanto a Miriam, não se pode afirmar que ela é da esquerda radical, todavia (eta palavrinha esquecida ...) Miriam tem um certo trauma antimilitarista não resolvido.