domingo, 20 de julho de 2014

A VIDA DA MULHER DE VIDA FÁCIL FICOU AINDA MAIS FÁCIL COM A CAIXA


Post de Berto Filho
 
Um amigo me mandou sem informar a fonte. Deve estar em algum blog na estratosfera. Li, aprovei e publico.
 
Caixa ajuda prostitutas a aceitar cartões
 
Virou motivo de piada o fato de prostitutas de Minas Gerais terem feito uma parceria com a Caixa Econômica Federal para que seus clientes paguem pelos programas com cartões de débito e crédito - se preferirem, parcelados. “Foi o primeiro banco a reconhecer a nossa profissão, sem preconceito”, afirmou a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais, Cida Vieira.
Segundo críticos do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), trata-se de mais uma estratégia para angariar votos para a sua reeleição... Nas redes sociais, o programa já está sendo chamado de "Minha Puta, Minha Vida", em alusão ao "Minha Casa, Minha Vida". 43% dos brasileiros se orgulham disto.
 
(Berto : é de lascar ! A profissão já foi reconhecida ? 
É como médico, psicólogo, massagista, massoterapeuta ? Mais voto na urna manca ... agora, para não dar buraco na contabilidade pessoal, em casa, trepada em Minas pode ter nota fiscal e a segunda via daquele papelucho quadradinho, que sai da máquina meio viradinho, que registra a transação, emitido pela companhia do cartão. De Minas para o Brasil todo o "Minha Puta, Minha Vida". Puteiros do Brasil, uni-vos !)
 

sábado, 19 de julho de 2014

QUANDO CHEGARES AOS 40 ANOS

Post do Berto Filho

Escrito há 7 anos, tem fôlego para pelo menos mais 10...


Autor : Stephen Kanitz
formado pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)

Publicado na Veja, edição 2012, ano 40, nº 23, 13 de junho de 2007

Para aqueles que estão chegando aos 40 anos, eu tenho duas notícias: uma boa e uma péssima. A boa é que você provavelmente viverá até os 80. Sua expectativa de vida ao nascer era de 67 anos, mas, como você conseguiu chegar vivo aos 40, sua média de vida aumentou para 74 anos. Aqueles que estavam reduzindo sua média inicial morreram. Daqui a dez anos, muitas das doenças incuráveis de hoje terão solução  (Berto : please, slower, a medicina não dá saltos, os avanços na cúpula da pesquisa científica demoram muito a chegar às bases), aumentando ainda mais sua expectativa de vida, talvez até os 80. Sua mulher, que já tinha expectativa de vida ao nascer de 75 anos, aos 40 terá uma expectativa de 79, daqui a dez anos irá para 85, 90 anos.

A má notícia é que provavelmente você não pensou nisso, não se preocupou em fazer um pé-de-meia para custear essa longa aposentadoria, a sua e a de sua mulher. Nem percebeu que os vinte anos com que você contribuiu para a Previdência não foram depositados num fundo previdenciário público, preservando o equilíbrio atuarial, como reza o artigo 201 de nossa Constituição. Também, lamento dizer, ninguém vai empregá-lo até os 70 anos de idade, e será difícil achar um novo emprego depois dos 50. Não conte com essa nova geração para sustentá-lo na velhice. Ela terá problemas suficientes para sobreviver, além de ter também de poupar para a própria velhice.



Aos 40 anos ainda se tem chance de poupar rapidamente os recursos necessários nos próximos dez a quinze anos. Assim sendo, aquela viagem programada para a Disney, nem pensar. Nem aquele Audi A4. O valor exato que você precisará ter poupado para se aposentar aos 65 anos é um cálculo complicadíssimo, depende de sua idade atual, do risco que você quer assumir em suas aplicações financeiras, dos juros médios a partir de 2015, e da taxação futura dos rendimentos de seus investimentos. Mas aqui vão algumas previsões, que infelizmente ninguém divulga, mas que podemos considerar como praticamente certas.



1) Com o investment grade (grau de investimento seguro, segundo as agências internacionais de classificação de risco), os juros reais no Brasil deverão ser como no México, na França e nos Estados Unidos. Algo em torno de 2,5% a 3% ao ano, a partir de 2015. Achar que você poderá investir em títulos públicos e ganhar 6% a 7% ao ano sem risco é uma doce ilusão.



2) O imposto de renda que incide sobre os que poupam, os chamados "endinheirados", provavelmente aumentará. Hoje é de 20%, mas logo será de 25%, justamente porque o juro caiu, e o governo arrecadará menos.



3) Esse imposto incide sobre o "juro" nominal, e não sobre o juro real, que é o verdadeiro juro. Se o juro real for igual à inflação, o imposto vai para 50%, o dobro dos 25% esperados no futuro. Portanto, calculando-se 50% de imposto sobre 2,5% a 3% de juros, sobrará somente 1,2% a 1,5% ao ano de rendimento. Para cada 1.000 reais de renda mensal de aposentadoria que você desejar receber, precisará acumular no mínimo 1 milhão de reais. Lamento muito, é só fazer as contas.



Uma aposentadoria de 10.000 reais por mês exigirá uma poupança acumulada aos 65 anos em torno de 10 milhões de reais. Dez mil é a aposentadoria típica de um professor titular de filosofia, sociologia, economia de uma universidade pública. Há alguns que ganham até mais.



Se você quiser ganhar o mesmo, terá de acumular 10 milhões, que aplicados a 1,2% ao ano darão 120.000 por ano, ou 10.000 por mês. Mesmo assim, sem direito ao décimo terceiro salário.



É óbvio que nenhum de nós vai conseguir acumular 10 milhões, muito menos se aposentar com 10.000 por mês. Você terá de se contentar em viver com 3.000 ou menos. Provavelmente terá de aplicar seu dinheirinho em investimentos muito mais arriscados do que títulos públicos. Terá de lutar pela redução do imposto de renda que incide sobre juros, pela correção monetária do investimento inicial, ou fazer tudo isso ao mesmo tempo. Uma terceira alternativa é ir literalmente comendo o capital inicial ao longo do tempo. O que é muito assustador para qualquer aposentado – nunca se sabe quando o dinheiro poderá acabar. Pior de tudo, você terá de estabelecer um ano preciso para morrer, tipo 83 anos, e torcer para que não passe disso. Depois desse aniversário, justamente pelos cálculos feitos, você não terá mais dinheiro.



A outra opção é arrumar uma boa aposentadoria do governo, adotar um discurso anti-renda, antijuro, antiacumulação de riqueza, sem se preocupar com o futuro do câmbio, da economia, muito menos com o futuro do Brasil.









DESCOBERTA DO BRASIL PELOS ALEMÃES

Post de Berto Filho

Esta me foi trazida a pé pelo escriba Moacir Japiassu.

É do colega Eliakim Araujo essa pérola de avaliação da descoberta do Brasil pelos alemães...

"Os alemães copiaram os portugueses de 500 anos atrás.
Desembarcaram na Bahia, comeram as indiazinhas,
encheram os indiozinhos de presente e ainda levaram o ouro."

Se comeram as indiazinhas, duvido, as esposas dos jogadores vieram e estiveram em todas as ações de comunicação pessoal.



O que fica da passagem desses jogadores relações públicas da Alemanha por Santo André, povoado de Santa Cruz de Cabrália, além das demonstrações de simpatia e de curtição sincera da cultura local e dos seus habitantes é o exemplo de civilidade que deixaram, entre eles a adoção de uma escola pública e a doação de U$ 10.000 para a fundação dos pataxós - os 2 exemplos a mídia brasileira deveria acompanhar de perto para verificar se o dinheiro está sendo aplicado conforme o cronograma e como a adoção da escola interfere na realidade do povoado e no dia a dia das crianças e suas famílias, Não duvido nada que os alemães tenham treinado locais para mantê-los informados sobre o andamento da execução dos projetos. Afinal, estamos no tempo do celular que fotografa e é uma mídia cada vez mais simples para fazer e enviar para o mundo matérias que correspondam ao interesse dos alemães. E índio com celular e uma certa capacidade de reportar um assunto tem mais poder que aquele índio que nem papagaio sabia o que era, que recebeu os portugueses em 1500.  Ah, se o tempo pudesse voltar atrás...  


Fora essas amabilidades e cortesias, os dirigentes da delegação alemã compraram um terreno, construíram um condomínio, incentivaram a construção de um centro de saúde, construíram um campo de futebol, doaram uma ambulância, estimularam a criação de um programa de escola em tempo integral em Cabrália,

E mais : construíram  estrada para interligar o centro de treinamento, não trouxeram funcionários alemães, contrataram as pessoas da cidade, geraram dezenas de empregos diretos no local de treinamento.

Quando não estavam treinando, estavam convivendo com as pessoas na cidade e na praia, trouxeram as suas famílias para interagir, participaram de festas com a população,
entrosaram-se com os índios e ouviram suas demandas.  Vestiram a camisa do time local (o Bahia).

Sobre a vitória em cima da nossa seleção, nunca desrespeitaram os brasileiros, combinaram no intervalo do jogo em diminuir o ritmo para não desrespeitar a seleção anfitriã, mostraram que seus ídolos são os nossos jogadores do passado, pediram desculpas após a goleada, e tiveram classe para ganhar.
Estão postando nas redes sociais, mensagens de incentivo ao povo brasileiro e agradecendo a hospitalidade,
E vão deixar tudo que construíram para a população da cidade.


O importante de tudo isso é o valor do futebol como embaixador de um país. O exemplo alemão é um incentivo para a sociedade e o Estado brasileiros passarem a ver o futebol como uma máquina a serviço da reconstrução da imagem externa do país. Mas com o Gilmar Rinaldi de raposa tomando conta das galinhas e elogiando o trabalho do Felipão vai ser difícil mudar algo.


O ESTADO DE SÃO PAULO : DILMA ROUSSEFF 2014 É PEÇA DE FICÇÃO

Post de Berto Filho

O Estado de S.Paulo
Editorial

O programa de governo Dilma Rousseff 2014 é uma peça publicitária, com forte dose de ficção. Um dos tópicos, intitulado Os 12 anos que transformaram o Brasil, é constrangedor. Ali, a mentira parece adquirir status de verdade histórica.

O que primeiro choca é a incongruência entre o título do programa (Mais mudanças, mais futuro) e o conteúdo proposto. Era de esperar que, com resultados tão pífios – reconhecidos não apenas por analistas econômicos, mas, como as pesquisas têm indicado, pela população em geral, que já percebeu qual é a qualidade do atual governo -, o leitor do programa se deparasse com algo diferente do que viu nos últimos anos. Mas o que lá está é mais do mesmo, com a reedição de “programas” pontuais e desconexos, sem uma visão ampla do que o Brasil precisa. Vê-se logo que é um programa feito pró-forma, em que o País é um simples acessório.

Furtando-se de analisar os seus anos de governo – o que seria mais honesto -, sempre que pode Dilma inclui os oito anos de Lula nas suas comparações. Disso resultam afirmações que se chocam com a verdade. Por exemplo, “ao final de três mandatos, todos os indicadores do período são positivos e sempre muito melhores do que os vigentes em 2002″. Haja criatividade nos números para tamanha miopia!

BRAVATAS

Em relação ao seu calcanhar de aquiles – a inflação -, não tendo o que apresentar, usa bravatas pouco convincentes. “Entendemos o poder devastador da inflação (…) e por isso jamais transigiríamos ou transigiremos com um elemento da política econômica com esse potencial desorganizador da vida das pessoas e da economia”. Se de fato Dilma entendeu o poder devastador da inflação, seus anos de governo são um exercício explícito de má-fé. O que ela de fato compreendeu foi o efeito político da inflação, daí a manipulação de números e os preços e tarifas administrados.

Há passagens que são a mais deslavada mentira. “Os governos do PT assumiram a histórica tarefa de investir na infraestrutura logística brasileira. (…) O Brasil dos governos do PT e de seus aliados ficará marcado como o período da história recente com mais entregas de grandes obras de infraestrutura.” Será uma piada de mau gosto? Se há um setor onde existe uma distância abissal entre o que o País necessita – e o governo prometeu – e a administração petista entregou, este é o da infraestrutura. É dessa forma que a Mãe do PAC vê os resultados pífios do seu mandato?

No programa, renova-se a “profissão de fé do PT” no seu modelo de desenvolvimento. Informa que ele está assentado em dois pilares – a solidez econômica e a amplitude das políticas sociais – e que ganhará no próximo governo um terceiro sustentáculo: a competitividade produtiva. Infelizmente, não houve, como afirma o documento, “defesa intransigente da solidez macroeconômica”. É fato de domínio público. Sobre as políticas sociais, também é conhecido como o PT entende o seu maior trunfo: repasse de verba, sem acompanhamento de resultados efetivos. “Social”, para o governo atual, é sinônimo de voto. Na sua lógica, se deu voto, houve transformação social. E o terceiro pilar é algo de que o PT pouco entende, como já se viu. No máximo, sabe dar incentivos pontuais, de alcance duvidoso, sem uma política de governo séria e responsável, que garanta a confiança no ambiente dos negócios.

Para aparecer bem na foto, o PT não tem escrúpulos de editar a imagem real. No programa, afirma-se que “a tarefa de combater a extrema pobreza (…) foi superada”. Confundem o título de programa social, “Brasil sem Miséria”, com a realidade vivida. Afronta a sensibilidade humana fazer campanha eleitoral ignorando a realidade de tantos brasileiros e brasileiras que ainda vivem em condições sub-humanas.

Não foi o PT quem inventou certa “flexibilidade” nos programas de governo. Já existia antes dele. Mas o atual governo pôs em outro patamar o nível de descaramento. Eleições merecem respeito, porque o cidadão merece respeito. Há limites até mesmo para o que se põe no papel, ainda que na ética petista tudo aquilo que o mantenha no poder seja visto como legítimo. O Brasil merece outra ética, outra política.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

TIRINHAS CROCANTES E PICANTES



Post de Berto Filho

O Escritor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Joao Ubaldo Ribeiro, durante 9ª Festa Literária Internacional de Paraty, em 2011

O imortal João Ubaldo Ribeiro, grande escritor, contista e cronista, latifundiário intelectual do Leblon (território que dividia com Manoel Carlos e outros), levou para o outro plano o romance que iniciara há cerca de 1 ano.
O intelectual padrão não crê em "outros planos". Depois do último suspiro, aabou.


DILMA E AÉCIO, CABEÇA A CABEÇA NO 2o. TURNO
Hoje, a disputa é orelhaa orelha. Mas pensemos sem emoção : a campanha mal começou e já estão empatados no 2o turno ? Então, se o fôlego do Aécio está sendo guardado para a reta final, pode-se depreender que ainda há muita lenha para arder na fogueira do PT. 

Tá na VEJA online :

MP quer devolução de dinheiro desviado no mensalão

Bom isso. O difícil é acreditar que voltará, nota sobre nota. Tem que fotografar isso, eternizar o flagrante. Dinheiro bem escondido, lavado e relavado, é quase inpossível saber onde está guardado (ou quanto já foi gasto). Os bandidos financeiros do PT pertencem à linha rude, estabanada e apoplética do assaltante de diligência Jesse James. Falta-lhes o refinamento do ladrão de casaca Arsène Lupin, personagem de romances policiais criado pelo escritor Maurice Leblanc.




Esse dinheiro negro é a mosca que ameaça cair na sopa da Dilma...
173 milhões nas mãos dos mensaleiros

Veja :
Ao longo do julgamento do maior escândalo de corrupção da história do país, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estimaram que pelo menos 173 milhões de reais tenham passado pelas mãos dos mensaleiros

Laryssa Borges, de Brasília

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, durante sessão no STF para julgar recursos de mensaleiros (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta sexta-feira que o Ministério Público planeja entrar com ações na Justiça para tentar recuperar o dinheiro desviado no mensalão. Ao longo do julgamento do maior escândalo de corrupção da história do país, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estimaram que pelo menos 173 milhões de reais tenham passado pelas mãos dos mensaleiros. Já o operador do esquema, Marcos Valério, chegou a projetar que o caixa para subornar políticos chegaria a pelo menos 350 milhões de reais.

De acordo com o chefe do Ministério Público, a principal tarefa agora é conseguir contabilizar o montante dos recursos que escoaram pelo esquema. “O Ministério Público está trabalhando, mas temos primeiro que saber o tamanho do estrago”, disse. Em 2007, o Ministério Público Federal tentou, por meio de ações de improbidade administrativa na primeira instância, cobrar dos réus do mensalão a devolução dos recursos. Na época, foi pedida a devolução de 55 milhões de reais, montante calculado a partir dos valores recebidos pelos partidos políticos que participaram do mensalão.

Além da dificuldade de mensurar o montante de recursos movimentados no escândalo do mensalão e a quantidade que cada condenado deveria ressarcir aos cofres públicos, os pedidos de recuperação do dinheiro ainda encontram percalços, por exemplo, na própria Lei de Improbidade. O STF não tem uma posição definitiva sobre a instância indicada para julgar esse tipo de processo contra autoridades com foro, como ministros de Estado, deputados e senadores.

Multas – De acordo com Janot, o Ministério Público também trabalha para fazer com que os mensaleiros paguem as multas impostas a eles pelo STF. Embora os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares tenham realizado campanhas de arrecadação online para quitar os débitos, os condenados do núcleo operacional do esquema, como Marcos Valério e seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, não pagaram as multas impostas pela condenação. “Por se tratar de uma pena fixada em processo penal, o autor da execução tem que ser o próprio Ministério Público, que é o titular da ação penal. As dívidas que não foram pagas teremos de executar”, afirmou.


CBF : SUPERPODERES

Gilmar Rinaldi, o novo todo poderoso mandante de todas as seleções brasileiras de futebol, tem uma passado de mascate de passe de jogador. Pegou mal.  A CBF quer reformar o guarda roupa com roupa antiga e esfarrapada...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

MESTRE COPINHA, IN MEMORIAM : LEVOU A VIDA NA FLAUTA

Post de Berto Filho

De novo aqui, habemos Gerdal.  Esse precioso estudioso e divulgador da MPB e dos seus cantores, compositores e instrumentistas - ou musicistas, como preferia Vera Brasil -chamado Gerdal José de Paula, de vez em quando dá uma rasante neste blog, e sempre com uma história bacana.

Dessa vez ele homenageia o mestre Copinha, in memoriam, e lá no final nos premia com links de gravações do grande flautista.




Introduzi no texto do Gerdal alguns parágrafos e observações que têm a ver com a presença de meu pai Sivan em São Paulo numa época em que a sua música era muito tocada em rádios, recitais e salões, por pianistas como Carolina Cardoso de Menezes e cantadas por Jorge Fernandes, Gastão Formenti, Albenzio Perrone, Grande Otelo e Norma Geraldy.  Aqui, o território é limitado pela relação entre Copinha e Sivan, que foram amigos pessoais desde os idos de 1915 quando se conheceram em São Paulo, e se encontraram várias vezes nas casas de piano (que vendiam apenas partituras), nas salas de cinemas (no mudo e no falado, depois de 1927), nas rádios Educadora e Bandeirantes, -  nas quais Sivan havia atuado -  e nas tertúlias musicais onde Sivan despontava como maestro, arranjador, compositor, pianista, letrista, primo de Marcelo Tupinambá e autor da célebre "Se Ela Perguntar", que foi assobiada pelos soldados da revolução de 32 e parodiada como uma provocação popular ao governo central de Getúlio Vargas. Nicolino Copia vivenciou tudo isso.  Sivan também tem a ver com outros nomes citados nos meus enxertos, como Gaó, Roberto Splendore e Vito Cluna Neto.
Todos as personaliadades citadas neste post se encontravam com frequência, pertenciam a uma mesma confrafia, trocavam figurinhas e se ajudavam porque estava tudo no início em São Paulo, tudo por aprender, estavam no mesmo metier : radio, recitais, etc - e tinham ideais parecidos. O romantismo e as marchinhas dos folguedos de Momo marcaram aqueles doces anos.

Quando Copinha passou a viver no Rio, Sivan sempre o chamava para os seus jingles e pagava um bom cachê a à vista. Os acertos quase sempre eram feitos sobre a tampa do piano de meia cauda Stanway frequentado por gênios como Jacques Klein e Luizinho Eça. Não havia um escritório. O estúdio era um espaço polivalente. Todas as transações eram mesmo no estúdio.  Estou falando nos anos 50, 60 e 70, o apogeu do Estudio Sivan e da Gravadora Sivan. Altamiro Carrilho, o trombonista Raul de Barros e o vibrafonista José Scarambone também faziam parte da seleção de astros dos jingles do Sivan.

Com a palavra, o amigo Gerdal.

Amando sempre a arte excepcional da nossa gente na música popular, não se pode, é claro, deixar de realçar, na melhor reminiscência instrumental do país, o paulistano, filho de imigrantes italianos, Nicolino Copia, nascido em 3 de março de 1910. Tornado Copinha por apelido recebido do locutor César Ladeira, (a voz da Revolução Constitucionalista de 1932 e amigo pessoal de Sivan) teve em um irmão mais velho, Vicente, o seu primeiro instrutor na flauta e, aos nove anos, assombrava com o seu sopro outro descendente de "oriundi", Americo Jacomino, o Canhoto (*)(autor do clássico "Abismo de Rosas"), com o qual, já naquela idade, participaria de serenatas.

[(*) Berto : Sivan, sob o pseudônimo Satulan, fez a poesia da valsa "Sombras que vivem", melodia de Canhoto.]
 
Após estudar clarineta e sax no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, Copinha deu início a longa vida profissional, animando cenas mudas de filmes exibidos em Sampa e também tocando em transmissões radiofônicas. Um percurso que ganhou novo impulso na antiga Capital Federal, para onde veio juntamente com o também saudoso Odmar Amaral Gurgel, o anagramático maestro Gaó (**)
, sob cuja batuta atuara, ainda em Sampa, na Orquestra Columbia, na primeira metade dos anos 30.


[(**) Berto : Maestro Gaó, pseudônimo de Odmar A. Gurgel. Regente, arranjador, compositor. Sivan fez para ele a dedicatória na partitura da valsa "Amor" (“Love”), valsa americana, primeira música de Sivan a ser gravada em disco, pela cantora Alda Verona (ver "Alda Verona" nesta Galeria).  Gaó e Sivan trabalharam juntos em 1935 na construção da versão do fox "Sinceridade", de Walter G. Samuels, Gaó na harmonização e Sivan na versão da letra de Leonard Whitcup.  Edição da Vitale.

O nome de Gaó está ligado à Orquestra “Colbaz” ,  criada no início da década de 1930, em São Paulo. O nome da orquestra provém do endereço telegráfico da gravadora Columbia no Brasil, com seus estúdios em São Paulo.

Foi criada e dirigida pelo maestro, pianista e arranjador Gaó, e era composta por Jonas Aragão na clarineta, Zé Carioca no violino, Hudson Gaya, o Petit no violão, José Rielli no acordeom, e Atílio Grany na flauta. Este grupo por sinal daria origem a famosa orquestra Columbia, também dirigida pelo maestro Gaó.

Sivan teve várias de suas músicas gravadas em selo Columbia na década de 30, assim como na RCA, Odeon, Continental e até no pequeno selo Arte-Fone.  Data dessa época sua aproximação com Gaó, de quem tornou-se amigo pessoal. Disputavam premiações em concursos de música, entyre eles o da Rádio Gazeta e o jornal A Gazeta, em 1931, mas a amizade prevalecia inclusive durante a competição.. 

A orquestra dirigida por Gaó gravou o primeiro disco em 1930, com as valsas "Nosso choro", de Jonas Aragão, e "Implorando", de A. Giordano. No mesmo ano, a orquestra gravou mais três discos interpretando seis valsas: "Uma noite sonhando", e "Adoração", de V. Giordano, "Martírio de um coração", e "Lágrimas que torturam", de Amadeu D' Annibale, "Gaúcha", de Vito Coluna Neto (*) , e "Alma brasileira", de Fernando Magalhães.
 
(*)  Sivan foi parceiro de Vito no tango “Carmensita”, de 1928
Em 1931, foram gravados os choros "Arreliento" e "Suspirando", de Gaó, "Não estrila" e "Surpresa", de Atílio Grany, "Voando sem asas", de Hudson Gaya, e "Galo constipado", de Domingos Pecci; a marcha "Noites de alegria", de Zequinha de Abreu (**)
 
[(**)  Sob pseudônimos de Satulan e Castello Netto, o poeta Sivan escreveu letras para as seguintes melodias do célebre autor de “Tico-Tico no fubá” Zequinha de Abreu ::
“A dor de amar”, valsa sentimental, 1933
“Soluçar de um coração”, valsa sentimental, letra de Satulan (Sivan)
“Audaz conquista”, valsa lenta, de 1929, letra de Satulan (Sivan)
"Concinha de Prata", rancho, letra de Sivan, 1933]
 
e as valsas "Amo-te", de Sílvio Perazzini, "Rapaziada do Bom Retiro", de Getúlio Negrini, "Unidos pelo amor", de LuizRodrigues Alves, e "Saudades que voltam", de Roberto Splendore  (***)
 (***)  Sob o pseudônimo de Navis, Sivan fez para Roberto Splendore a letra do fox “Viajor”  

Em 1932, a orquestra lançou a rancheira "Cravos do sul", de Atílio Grany, e a valsa "Nossa padroeira", de Zequinha de Abreu. Ainda nesse ano, a orquestra fez com sucesso o primeiro registro do posteriormente clássico choro "Os pintinhos no terreiro", de Zequinha de Abreu. Em 1933, gravou a valsa "Vaga esperança", de Hudson Gaya, e o choro "Talvez vá", de Atílio Grany. 
 
Em 1939, a orquestra lançou dois outros futuros clássicos de Zequinha de Abreu, a valsa "Branca", e o choro "Tico-tico no fubá", este último, gravado pela primeira vez, quatorze anos depois de sua composição. Em 1943, foram gravadas as valsas "Amor perfeito" e "Rapaziada da Vila Velha", ambas de Porfírio Damasceno.

Em 1946, já na Continental, a orquestra gravou as valsas "Mocidade de bocaina", "Ao cair das folhas", e "Ao ressurgir da manhã", de Ângelo Piragine, e "O despertar de um coração", de Ramiro Costa e Ângelo Piragine. Em 1950, a orquestra lançou as valas "Sarah", de Juraci Rago e Arlindo Pinto, e "Santalina", de Miguel Leusi. Contando com importantes músicos, a orquestra gravou um total de dezenove discos incluindo os choros "Pintinhos no terreiro" e "Tico-tico no fubá", e a valsa "Branca", todas de Zequinha de Abreu em seus primeiros registros fonográficos. Em 2004, a gravação do choro "Os pintinhos no terreiro" foi relançada pelo selo Revivendo no CD "Revivendo o choro".


Continuando o histórico de Copinha por Gerdal :

No Rio, Copinha transitou por boates, clubes, cabarés (tocou com Pixinguinha no Dancing Eldorado), integrou a orquestra de Simon Boutman, no Cassino do Copacabana Palace, e, no Cassino da Urca, trabalhou com um famoso produtor de espetáculos do "showbiz" carioca, Carlos Machado. Teve orquestra própria por quase 20 anos, criada já na década de 40, que acompanhou ícones da voz brasileira na canção, como Sílvio Caldas, Francisco Alves, Mário Reis e Dircinha Batista, e, em 1958, acolheu ao acordeom um mago do som, o alagoano Hermeto Pascoal, e um usineiro de harmonias avançadas, o acreano João Donato.
      

Com cartão de embarque autoemitido pela reconhecida competência, Copinha atendeu a diversos convites para tocar no exterior, acompanhando, por exemplo, em 1967, com a sua orquestra, outro músico que não mais se encontra entre nós, o pianista gaúcho Primo Jr., numa noite de gala que reuniu a monarquia europeia no baile do Le Petit Blanc, na Riviera Francesa, no qual resplandecia a beleza de Grace Kelly. Imprimindo a sua marca no patrimonial sopro de introdução em "Chega de Saudade", que, em 1959, enfeitou exemplarmente o inspirado arranjo de Tom Jobim para a gravação de João Gilberto, Copinha, a partir do decênio seguinte, sem afastar-se do palco, dedicou-se intensamente à atividade em estúdio, para a qual também era muito requisitado. Como arranjador, é sempre lembrado por seu trabalho em discos de Paulinho da Viola, como o "Memórias Cantando" e o Memórias Chorando", além de infundir modernidade no essencial preservado da tradição em outro disco formidável, de 1979, do MIS (Museu da Imagem e do Som), sobre a obra do trompetista guaratinguetaense Bonfliglio de Oliveira. No último 4 de março, aniversariando, a saudade de Copinha completou 30 anos.
 
Pós-escrito: nos "links" seguintes, vida musical levada na flauta por Copinha: 1) "Amando Sempre", dele; 2) "Amolador", dele; 3) "Cadência", de Joventino Maciel; 4) "Mariana", de Paulinho da Viola; 5) "Saia do Caminho", de Custódio Mesquita e Evaldo Rui; 6) "Cordão Amigo", de Canhoto da Paraíba - este e Copinha, entre outros músicos, em imagens de 1978 da TV Bandeirantes.

    
http://www.youtube.com/watch?v=Jfe_sgMGQgs ("Amando Sempre")

   
http://www.youtube.com/watch?v=-y21ht6MLT8 ("Amolador")

   
https://www.youtube.com/watch?v=nD-K_wWE8EA ("Cadência")

   
https://www.youtube.com/watch?v=u4o2qo3grnI ("Mariana")

   
https://www.youtube.com/watch?v=oyUrnHFdKmo ("Saia do Caminho")

   
https://www.youtube.com/watch?v=1lkjebU7STQ ("Cordão Amigo")

MARIO VARGAS LLOSA TOCA NAS FERIDAS

Post de Berto Filho

Concordo em gênero, número e grau



Autor e personagem na foto : Mário Vargas Llosa

Fiquei muito envergonhado com a cataclísmica derrota do Brasil frente à Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, mas confesso que não me surpreendeu tanto. De um tempo para cá, a famosa seleção Canarinho se parecia cada vez menos com o que havia sido a mítica esquadra brasileira que deslumbrou a minha juventude, e essa impressão se confirmou para mim em suas primeiras apresentações neste campeonato mundial, onde a equipe brasileira ofereceu uma pobre figura, com esforços desesperados para não ser o que foi no passado, mas para jogar um futebol de fria eficiência, à maneira europeia.

Nada funcionava bem; havia algo forçado, artificial e antinatural nesse esforço, que se traduzia em um rendimento sem graça de toda a equipe, incluído o de sua estrela máxima, Neymar. Todos os jogadores pareciam sob rédeas. O velho estilo – o de um Pelé, Sócrates, Garrincha, Tostão, Zico – seduzia porque estimulava o brilho e a criatividade de cada um, e disso resultava que a equipe brasileira, além de fazer gols, brindava um espetáculo soberbo, no qual o futebol transcendia a si mesmo e se transformava em arte: coreografia, dança, circo, balé.

Os críticos esportivos despejaram impropérios contra Luiz Felipe Scolari, o treinador brasileiro, a quem responsabilizaram pela humilhante derrota, por ter imposto à seleção brasileira uma metodologia de jogo de conjunto que traía sua rica tradição e a privava do brilhantismo e iniciativa que antes eram inseparáveis de sua eficácia, transformando seus jogadores em meras peças de uma estratégia, quase em autômatos.

Não houve nenhum milagre nos anos de Lula, e sim uma miragem que agora começa a se dissipar

Contudo, eu acredito que a culpa de Scolari não é somente sua, mas, talvez, uma manifestação no âmbito esportivo de um fenômeno que, já há algum tempo, representa todo o Brasil: viver uma ficção que é brutalmente desmentida por uma realidade profunda.

Tudo nasce com o governo de Luis Inácio 'Lula' da Silva (2003-2010), que, segundo o mito universalmente aceito, deu o impulso decisivo para o desenvolvimento econômico do Brasil, despertando assim esse gigante adormecido e posicionando-o na direção das grandes potências. As formidáveis estatísticas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística difundia eram aceitas por toda a parte: de 49 milhões os pobres passaram a ser somente 16 milhões nesse período, e a classe média aumentou de 66 para 113 milhões. Não é de se estranhar que, com essas credenciais, Dilma Rousseff, companheira e discípula de Lula, ganhasse as eleições com tanta facilidade. Agora que quer se reeleger e a verdade sobre a condição da economia brasileira parece assumir o lugar do mito, muitos a responsabilizam pelo declínio veloz e pedem uma volta ao lulismo, o governo que semeou, com suas políticas mercantilistas e corruptas, as sementes da catástrofe.

A verdade é que não houve nenhum milagre naqueles anos, e sim uma miragem que só agora começa a se esvair, como ocorreu com o futebol brasileiro. Uma política populista como a que Lula praticou durante seus governos pôde produzir a ilusão de um progresso social e econômico que nada mais era do que um fugaz fogo de artifício. O endividamento que financiava os custosos programas sociais era, com frequência, uma cortina de fumaça para tráficos delituosos que levaram muitos ministros e altos funcionários daqueles anos (e dos atuais) à prisão e ao banco dos réus.

As alianças mercantilistas entre Governo e empresas privadas enriqueceram um bom número de funcionários públicos e empresários, mas criaram um sistema tão endiabradamente burocrático que incentivava a corrupção e foi desestimulando o investimento. Por outro lado, o Estado embarcou muitas vezes em operações faraônicas e irresponsáveis, das quais os gastos empreendidos tendo como propósito a Copa do Mundo de futebol são um formidável exemplo.

O governo brasileiro disse que não havia dinheiro público nos 13 bilhões que investiria na Copa do Mundo. Era mentira. O BNDES (Banco Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social) financiou quase todas as empresas que receberam os contratos para obras de infraestrutura e, todas elas, subsidiavam o Partido dos Trabalhadores, atualmente no poder. (Calcula-se que para cada dólar doado tenham obtido entre 15 e 30 em contratos).

As obras da Copa foram um caso flagrante de delírio e irresponsabilidade

As obras em si constituíam um caso flagrante de delírio messiânico e fantástica irresponsabilidade. Dos 12 estádios preparados, só oito seriam necessários, segundo alertou a própria FIFA, e o planejamento foi tão tosco que a metade das reformas da infraestrutura urbana e de transportes teve de ser cancelada ou só será concluída depois do campeonato. Não é de se estranhar que o protesto popular diante de semelhante esbanjamento, motivado por razões publicitárias e eleitoreiras, levasse milhares e milhares de brasileiros às ruas e mexesse com todo o Brasil.

As cifras que os órgãos internacionais, como o Banco Mundial, dão na atualidade sobre o futuro imediato do país são bastante alarmantes. Para este ano, calcula-se que a economia crescerá apenas 1,5%, uma queda de meio ponto em relação aos dois últimos anos, nos quais somente roçou os 2%. As perspectivas de investimento privado são muito escassas, pela desconfiança que surgiu ante o que se acreditava ser um modelo original e resultou ser nada mais do que uma perigosa aliança de populismo com mercantilismo, e pela teia burocrática e intervencionista que asfixia a atividade empresarial e propaga as práticas mafiosas.

Apesar de um horizonte tão preocupante, o Estado continua crescendo de maneira imoderada – já gasta 40% do produto bruto – e multiplica os impostos ao mesmo tempo que as “correções” do mercado, o que fez com que se espalhasse a insegurança entre empresários e investidores. Apesar disso, segundo as pesquisas, Dilma Rousseff ganhará as próximas eleições de outubro, e continuará governando inspirada nas realizações e logros de Lula.

Se assim é, não só o povo brasileiro estará lavrando a própria ruína, e mais cedo do que tarde descobrirá que o mito sobre o qual está fundado o modelo brasileiro é uma ficção tão pouco séria como a da equipe de futebol que a Alemanha aniquilou. E descobrirá também que é muito mais difícil reconstruir um país do que destruí-lo. E que, em todos esses anos, primeiro com Lula e depois com Dilma, viveu uma mentira que seus filhos e seus netos irão pagar, quando tiverem de começar a reedificar, a partir das raízes, uma sociedade que aquelas políticas afundaram ainda mais no subdesenvolvimento. É verdade que o Brasil tinha sido um gigante que começava a despertar nos anos em que governou Fernando Henrique Cardoso, que pôs suas finanças em ordem, deu firmeza à sua moeda e estabeleceu as bases de uma verdadeira democracia e uma genuína economia de mercado. Mas seus sucessores, em lugar de perseverar e aprofundar aquelas reformas, as foram desnaturalizando e fazendo o país retornar às velhas práticas daninhas.

Não só os brasileiros foram vítimas da miragem fabricada por Lula da Silva, também o restante dos latino-americanos. Por que a política externa do Brasil em todos esses anos tem sido de cumplicidade e apoio descarado à política venezuelana do comandante Chávez e de Nicolás Maduro, e de uma vergonhosa “neutralidade” perante Cuba, negando toda forma de apoio nos organismos internacionais aos corajosos dissidentes que em ambos os países lutam por recuperar a democracia e a liberdade.Ao mesmo tempo, os governos populistas de Evo Morales na Bolívia, do comandante Ortega na Nicarágua e de Correa no Equador – as mais imperfeitas formas de governos representativos em toda a América Latina –tiveram no Brasil seu mais ativo protetor.

Por isso, quanto mais cedo cair a máscara desse suposto gigante no qual Lula transformou o Brasil, melhor para os brasileiros. O mito da seleção Canarinho nos fazia sonhar belos sonhos. Mas no futebol, como na política, é ruim viver sonhando, e sempre é preferível – embora seja doloroso – ater-se à verdade.





... E cai a máscara...



http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/11/opinion/1405089994_921237.html