quarta-feira, 18 de junho de 2014

MARIONETES DÃO UM SHOW NA RUA

Post de Berto Filho

Dá um stop na política e vem pra rua. Para brincar ....

Ao som do clássico cubano Guantanamera, os movimentos quase humanos de bonecos muito bem construídos e manipulados com maestria..
É um show!!!!!

http://fr.gloria.tv/?media=590206

terça-feira, 17 de junho de 2014

AS VAIAS E OS XINGAMENTOS : UM PAÍS DIVIDIDO AO MEIO

Post de Berto Filho



A mídia está tão dividida (e o Brasil junto) que não há ataque sem resposta. Bateu, levou. É fogo cruzado constante entre representantes de duas correntes de opinião que, digamos há 10 anos, apesar das divergências, se cumprimentavam e trocavam ideias mas hoje parece que há rancores pessoais impedindo um debate democrático. respeitoso. Impedindo até que se cumprimentem e não se agridam com as pedras da injúria e da difamação. Cada um atira do seu bunker mirando no oponente. Tipo "esta cidade é pequena demais para nós dois"...Neste episódio, conforme o título clama, Dilma entra como tema por causa do coral do Itaquerão, que teria sido montado, segundo o jornalista Kennedy Alencar, citado no parágrafo seguinte, por uma elite rica que odeia pobres.

Aqui você vai ler como o colunista Rodrigo Constantino, da VEJA, reage ao comentário do jornalista, comentarista, entrevistador, repórter e apresentador de TV Kennedy Alencar. Kennedy, não sei o canal em que trabalha, parece estar defendendo mais a opinião de seus patrões do que a sua própria, embora não me seja possível afirmar que ele pensa assim porque não tenho contato com ele.
É que o canal, quando não é a Globo, emissora lider, independente, que prefere se manter neutra e não emite juízos de valor sobre atualidades políticas  (e, infelizmente, não debate assuntos de grande interesse nacional, como esse decreto dos conselhos populares), sempre dá um jeito de acomodar puxadas de orelha, como fez o SBT no caso das opiniões de sua jornalista Raquel Sheherazade.  Acomodar quer dizer : mudar a linha editorial e ficar mais alinhado com o andar de cima, detentor das concessões e do poder de doar recursos a fundo perdido para os canais que não metem o pau no governo..

À medida em que as eleições vêm chegando, percebe-se que alguns jornalistas começam a expõr claramente suas opções ideológicas e políticas. O Kennedy está nesse rol. Aos poucos os "opinadores" vão se revelando à luz dos holofotes. Até as eleições teremos novas saídas do armário.

Esta luta, narrada a seguir, em que os lutadores não estão no mesmo ringue, foi realizada em um round único. Assista.


As vaias e os xingamentos: um país dividido ao meio
Rodrigo Constantino - 13 de junho de 2014

Acabo de escutar na rádio CBN o comentarista Kennedy Alencar condenando os xingamentos que a presidente Dilma Rousseff recebeu ontem no jogo de abertura da Copa. Alencar disse compreender as vaias, parte de uma democracia, mas rejeitou o uso de palavras de baixo
calão.

Segundo o analista político, o país deve mais respeito à presidente, primeiro por ela representar ali o país de forma institucionalizada, segundo por sua própria trajetória. Alencar destacou ainda que Dilma é uma pessoa honesta, e que os brasileiros deveriam ser gratos tanto ao governo FHC como aos governos de Lula e Dilma, que não teriam feito mal ao país, apesar de discordâncias pontuais legítimas.

Kennedy Alencar apelou ainda à cartada sexual, afirmando que Dilma é uma mulher forte, mas mesmo assim é a favor do cavalheirismo, que não deveria submeter uma mulher a tal humilhação (como ele sabe que não havia mulheres participando do xingamento também?).

Por fim, ele usou a velha desculpa de que ali só tem gente da elite, que pode pagar o preço mais caro do ingresso, e que os mais ricos são os mais críticos ao governo Dilma. Finalizou lamentando a qualidade de nossas elites, e desejando que os jornalistas, formadores de opinião,
tenham mais responsabilidade para não dividir o país dessa forma.

Lá vamos nós! Discordo de quase tudo, e penso que Kennedy Alencar vive em outro país, quiçá planeta. Em primeiro lugar, que trajetória louvável é essa da presidente, que devemos nos orgulhar? Kennedy diz claramente que ela lutou contra a ditadura, por um ideal, e que isso é
motivo de orgulho nacional. Calma lá!

Lutou contra o regime militar, e por uma ditadura mil vezes pior, aquela existente até hoje em Cuba, ilha-presídio até hoje elogiada pela própria presidente, que faz afagos em seu ditador assassino. Dilma era guerrilheira comunista, não uma democrata como Kennedy Alencar afirma, tentando enganar os incautos. Orgulho de seu passado de luta? Só quem despreza a democracia e exalta a escravidão cubana.

Em segundo lugar, dói nos tímpanos e nos nervos escutar alguém falar que a oposição nas redes sociais tem rachado o país. Quem rachou o país, Kennedy Alencar, foi o PT! Essa tem sido sua estratégia desde o começo: dividir para conquistar.

Negros contra brancos, empregados contra patrões, mulheres contra homens, gays contra heterossexuais, pobres contra ricos: tudo que o PT vem fazendo desde o primeiro dia de governo, e mesmo antes disso em discursos, é dividir a nação brasileira ao meio. E você vem acusar o
radicalismo das redes sociais por isso? Não! Esse clima de agora é um sintoma, uma consequência do que o PT plantou ao longo desses anos todos!

Alencar disse que Aécio Neves e Eduardo Campos não deveriam tentar tirar proveito político do ocorrido, afirmando que vemos uma presidente acuada e colhendo o que plantou, pois eles mesmos são vítimas de ataques de baixo nível nas redes sociais. Ignora apenas que, no caso deles, isso vem de uma militância organizada e paga pelo
PT somente para isso, enquanto no caso de Dilma as vaias e xingamentos brotam espontaneamente do povo revoltado com o caos no Brasil.

Outra coisa: com base em quê afirma que Dilma é honesta e que os governos do PT fizeram bem ao país? Só quem enaltece o modelo bolivariano pode dizer algo desse tipo! Não é uma questão de discordância pontual, de críticas que “até você” faz sobre a inflação alta. É muito mais do que isso!

É um partido golpista, que sempre desprezou a democracia “burguesa”, considerada uma farsa para chegar ao poder, e que vem desde o começo tentando monopolizar o poder, calar a imprensa, submeter o Congresso ao controle de um partido único.

Xingar é desrespeito, especialmente uma mulher? Pode até ser. Mas desrespeito muito maior tem a presidente com o povo brasileiro, e não apenas as elites (que são apenas mais esclarecidas para saber o que se passa). Quem mistura o papel institucional com o de candidata do PT é a própria Dilma, Kennedy Alencar, ao usar a Copa para fazer propaganda eleitoral, algo imoral e ilegal. Que tal falar disso?

Lamento o clima em que o Brasil mergulhou. Acho triste ver tanta gente torcendo contra nossa seleção, justamente para evitar o uso político que o PT faria de uma eventual vitória. Esse racha, essa divisão, é produto direto das táticas bolivarianas petistas. Basta ver o que aconteceu na Venezuela e na Argentina, que seguiram o mesmo caminho.

O PT é que está destruindo qualquer chance de união nesse país. Ou tiramos o PT do poder, ou ele acaba de vez com o Brasil.

REESCREVENDO A HISTÓRIA

Post de Berto Filho

Agora o espaço é tomado pelo Merval Pereira, que não foi citado na lista negra de jornalistas criada pelo PT, conforme revelei no post anterior. Ele tem batido com maior suavidade nas mazelas do atual governo do que os demais que estão na lista. Como Joaquim Barbosa, Merval foi contra as vaias e xingamentos a Dilma. Não acredito que ele queira salvo-conduto ou coisa parecida, mas espero que ele se posicione em relação à ameaça do PT contra jornalistas que não rezam pela cartilha do partido.

Leia.

Reescrever a História é um hábito dos políticos que estão no poder, teimando em fazer valer suas versões sobre o realmente acontecido, especialmente em época de eleição. O ex-presidente Lula é um perito nessa manipulação da História recente, sem se dar conta de que o registro dos fatos, hoje, é bem mais fácil de se fazer.

A agressão verbal sofrida pela presidente Dilma no Itaquerão, deplorável por todas as razões, está sendo usada de maneira desabrida pelo PT e por seus aliados para uma manobra política, como se fosse agressão à mulher e mãe de família, quando em nenhum momento essas condições estiveram em jogo. Ou então à instituição da Presidência da República, o que é uma bobagem.

O próprio Lula, na eleição de 1989, chamava o então presidente Sarney de ladrão, e depois também o presidente eleito Fernando Collor, que também xingou Sarney. O fato de os três hoje serem do mesmo grupo político diz bem sobre o tipo de política que praticam.

No episódio atual, a presidente Dilma passou a ser tratada como uma senhora frágil e desacostumada a essa linguagem, quando ela própria já demonstrou, em reuniões com ministros e empresários, que sabe lidar com esse tipo de problema. Que o digam os ministros que já saíram chorando de seu gabinete depois de uma boa espinafração.

Lula, então, já tem registrado o seu hábito de falar palavrões em situações de diversos tipos, bastando ler o excelente livro “Viagens com o Presidente”, dos jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa.

Outra releitura é a defesa da tese de que o PSDB tentou um golpe em 2005 para tirar Lula do Palácio do Planalto. O PT, por experiência própria, sabe que corre o risco de perder a eleição de outubro, principalmente devido à inflação, e por isso Lula está inquieto, inventando fantasmas.

Revelei em uma coluna de 2008 que relembro agora que, na crise política de 2005 desencadeada pelo mensalão, o que abalava o presidente não era propriamente a crise em si, mas saber que a situação econômica não estava melhorando: a inflação, de 5,69%, embora em queda, continuava alta, e o PIB crescera apenas 2,3% naquele ano, ficando à frente apenas do Haiti na região.

Temos hoje uma inflação que deve estar chegando ao teto da meta de 6,5% na época da eleição, e um crescimento da economia em torno de 1%. Quando, naquele momento delicado de 2005, analisava-se a hipótese de o presidente Lula não concorrer à reeleição, os petistas menos realistas que o rei, como agora, acusavam a “mídia golpista” de trabalhar contra o governo.

O atual ministro Gilberto Carvalho, então secretário particular de Lula, revelou em uma entrevista que a hipótese foi longamente cogitada pela cúpula do governo, que considerava, inclusive, que o impeachment de Lula poderia acontecer. Os então ministros Antonio Palocci e Márcio Thomaz Bastos chegaram certa noite a sugerir ao presidente Lula que fizesse um acordo com a oposição: em troca de poder cumprir todo o seu mandato, abriria mão da reeleição.

Esse desfecho só não se deu porque, de um lado, Lula em nenhum momento perdeu o controle da situação, segundo o relato de Gilberto Carvalho — embora na ocasião houvesse informações de que o presidente tinha fases de bastante depressão —, mas também porque a oposição temeu uma reação dos chamados “movimentos sociais”.

Difundiu-se a imagem, feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que havia o perigo de se criar um “Getulio vivo” com a deposição de Lula, e seria melhor deixá-lo “sangrando” até o fim do governo. Não se sabe se a avaliação de que a deposição de Lula provocaria uma revolta popular estava correta, mas, pelo relato de Gilberto Carvalho, essa hipótese não era levada muito a sério pela cúpula do governo.

Por outro lado, Lula, em vez de “sangrar em praça pública”, recuperou o fôlego, graças à queda da inflação, reduzida para 3,14% em 2006, e a economia melhorou um pouco, com o PIB crescendo 2,9% naquele ano de eleição, permitindo que Lula acenasse com anos melhores, que se concretizaram em 2007, com o PIB crescendo 5,4%.

Mas a inflação dava sinais naquele ano de 2007 de que não estava controlada, ficando em 4,5%, índice que, embora estivesse dentro das previsões do governo, era maior que o do ano anterior. A presidente Dilma não terá tempo para recuperar a economia neste ano, e essa é a principal ameaça à sua reeleição.

JORNALISTAS NA LISTA NEGRA DO PT

Post de Berto Filho

Presto solidariedade ao jornalista Reinaldo Azevedo publicando o seu dramático apelo virtual. Um SOS de quem está correndo perigo. Aumenta o cerco da censura à imprensa independente. Agressões pessoais por parte de militantes do PT contra os jornalistas "transgressores" citados no blog de Alberto Cantalice não seriam difíceis de acontecer. É como se eles colassem cartazes nos postes e paredes com as fotos dos rostos e nomes dos "procurados" para aterrorizar e fazer justiça com as próprias mãos. Seria legitimar pela via torta o justiçamento sugerido para um menor bandido pela apresentadora Rachel Sheherazade. 


É gravíssima a denúncia do Reinaldo.

"Ajudem a eapalhar : o chefão do PT pede abertamente a cabeça de jornalistas na página do partido. Estou na lista. Não sei o que farão os outros. Estou anunciando aqui que vou processar o sr. Alberto Cantalice por calúnia e difamação. Cabe indagar se chefão petista não está dando uma ordem para que essas pessoas sejam acredidas nas ruas. É preciso cuidado ! Ele é do partido a que pertencia Celsa Daniel.



DECIDI MANTER ESTE POST NO ALTO DA PÁGINA. COMENTEM COM MODERAÇÃO E SERENIDADE, TUDO AQUILO QUE ESTE SENHOR QUE APARECE AÍ ABAIXO NÃO TEM. SOMOS DE OUTRA NATUREZA.*




Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal

Os petistas, saibam os senhores, pedem a cabeça de jornalistas para seus respectivos patrões. O partido tem nas mãos instrumentos para fazê-lo: anúncios da administração direta e propaganda de estatais. Alguns cedem, outros não! Denunciei aqui a
fala de um certo José Trajano na ESPN e AFIRMEI QUE ELE NÃO ESTAVA PENSANDO APENAS POR SUA CABEÇA. DEIXEI CLARO QUE ELE VOCALIZAVA PALAVRAS DE ORDEM DO PT. Muitos não acreditaram. Pois é…

A opinião do sr. Trajano sobre mim e sobre os demais que ele atacou (Augusto Nunes, Diogo Mainardi e Demétrio Magnoli) pode ser moralmente criminosa, mas não vai além disto: dolo moral. Ele tem o direito de achar a respeito dos meus textos o que bem entender. E eu tenho o direito de responder. Se ele se sente bem com o seu oficialismo de contestação, aí é problema dele.

É diferente, no entanto, quando um político acusa jornalistas de cometer um crime. Aí a coisa pega. O sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e “coordenador das Redes Sociais do partido” escreveu um
artigo no site do PT em que se pode ler esta pérola.



Observem que os quatro da lista de Trajano estão também na de Cantalice, que vem ampliada. Não sei o que farão os outros. Sei o que eu farei. Estou anunciando aqui que vou processá-lo. E a razão é claríssima. Ele está me acusando se estimular a que outros “maldigam os pobres” e os discriminem em ambientes públicos. Se eu faço isso, então eu sou um criminoso. Violo um artigo da Constituição e da Lei 7.716, alterada pela Lei 9.459. Vale dizer: transgrido a Carta Magna do meu país e cometo um crime previsto em lei.  ENTÃO O SR. CANTALICE VAI TER DE PROVAR O QUE DIZ. ELE VAI TER DE DIZER EM QUE ARTIGO E EM QUE MOMENTO EU PREGUEI A DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS POBRES.

Para esclarecer a questão constitucional e legal.

Estabelece o Inciso XLI da Constituição:
“XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.

Define a Lei 7.716, depois de alterada pela 9.459:
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de um a três anos e multa.(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Como sabem os advogados, a discriminação por condição econômica tem sido considerada pelos juízes da mesma natureza das categorias acima previstas. Assim, o sr. Cantalice acusa esse grupo de jornalistas de cometer crimes que rendem até três anos de prisão. Vai ter de provar. Se não provar, incorre no crime de calúnia e difamação.

Atenção! Este senhor é o “coordenador da redes sociais DO partido”, entenderam? Não é que ele seja o coordenador do partido para as redes sociais. Não!!! Levadas as palavras ao pé da letra, os petistas julgam já ter privatizado as redes sociais. Não deixa de ser verdade.

O sr. Cantalice vai mais longe, Ele descobriu que esse grupo de jornalistas — e vejam quanto poder ele nos confere — é responsável pela vaia que Dilma levou nos estádios. Também ele recorre à metáfora canina para nos designar. Leiam:


Muito bem! Vocês sabem o que isso significa: quando o maior partido político do país, que tem, de fato, milhares de seguidores — alguns deles podem estar dispostos ao tudo ou nada — nomeia um grupo restrito de jornalistas como propagador do ódio, acusando-o, adicionalmente, de responsável por vaias e xingamentos de que foi alvo a presidente Dilma, isso corresponde, me parece, a um convite a uma ação direta.

Não é segredo para ninguém que certo tipo de militância não precisa de palavras explícitas para agir. O sr. Cantalice está pondo em risco a segurança de profissionais da imprensa. Talvez queira isto mesmo: calar a divergência por intermédio da intimidação e do terror. Que este post sirva de alerta à Polícia Federal e ao Ministério Público.


Evidentemente, nenhum de nós deve esperar a solidariedade e o protesto de entidades de defesa da categoria. Sabem por quê? Porque os respectivos comandos da maioria delas pensam a mesma coisa. Também elas acham que deveríamos ser proibidos de escrever o que escrevemos, de falar o que falamos, de pensar o que pensamos.

IMAGINEM O QUE ACONTECERIA SE UM GRUPO OU UMA ENTIDADE CONSIDERADOS DE DIREITA TORNASSE PÚBLICA UMA LISTA DE DESAFETOS. O MUNDO VIRIA ABAIXO. O PT repete a tática da ditadura militar e resolveu espalhar no mural da rede os nomes e as fotografias dos “Procurados”.

Bando de fascistas!
O petismo é a mais perfeita definição do que muitos chamam nos EUA de “fascismo de esquerda”. Qualquer pessoa que tenha lido o que escrevemos ou ouvido o que falamos sabe que pensamos coisas distintas sobre um monte de assuntos. Nunca nem mesmo conversei com Guilherme Fiúza, por exemplo. Duvido que Arnaldo Jabor queira papo comigo.

Com isso, estou deixando claro que não formamos um grupo. Pode ser que os petistas estejam acostumados a conversar com quadrilheiros disfarçados de jornalistas. Não é o caso.

Eu, sim, acuso o governo do seu partido, sr. Cantalice, de financiar com dinheiro público páginas na Internet e blogs cujo propósito é difamar a imprensa independente, as lideranças da oposição e membros do Poder Judiciário que não fazem as vontades do PT. E o senhor certamente não vai contestar porque é autodemonstrável.

O PT começou a sua trajetória no poder hostilizando a imprensa que não se limitava a prestar assessoria ao partido. Depois, passou a financiar o subjornalismo “livre como um táxi”. Aí tentou (e tenta ainda) criar mecanismos de censura. Agora, já chega ao ponto de estimular, ainda que de modo oblíquo, a agressão aos profissionais que não rezam segundo a sua cartilha. A esmagadora maioria da categoria vai silenciar — até porque alguns fazem esse mesmo trabalho em suas respectivas colunas, não é mesmo? Ok. Hoje, somos nós. Amanhã, chegará a vez de vocês. É simples assim. E é sempre assim.

VaiasEu sou responsável pelas vaias? Eu não! Quem estimulou as manifestações de rua em junho foi o PT. Eu sempre as critiquei. Ademais, sabem o que motiva vaia em estádio, meu senhor? Eu conto: roubalheira, safadeza, associação com o PCC.

Sem contar que quero encontrar cara a cara com esse sujeito num tribunal. Quero perguntar quais são as suas credenciais e sua origem para falar em nome do povo. Quero opor as minhas às suas. Quero lhe dizer que o governo que ele representa financiou, por exemplo, a ação de sem-terra e índios que resultou em policiais feridos em Brasília. Quero lhe dizer que seus aliados deram suporte a coisas como a “Mídia Ninja” na esperança de que os alvos seriam os adversários. O tiro saiu pela culatra, a despeito das intenções da turma.

O sr. Cantalice quer saber onde estão os responsáveis pela hostilidade a Dilma nos estádios? Comece por se olhar no espelho. O PT estimula a desordem. O PT estimula o desrespeito às leis. O PT estimula o desrespeito a qualquer hierarquia. O PT estimula o desrespeito até mesmo à organização familiar. O partido esperava escapar do clima que ele próprio criou?

De resto, se as hostilidades a Dilma foram um “gol contra” dos que não gostam dela e se a maioria “abominam” (sic) aquele comportamento, o sr. Cantalice deveria estar contente, não é mesmo? O PT está empenhado em fazer do limão uma limonada. Ao isolar o grupo dos “jornalistas do mal”, ameaça, na prática, todos os outros. É como se dissesse: “Comportem-se, ou vocês vão entrar na lista negra”. E, claro!, muita gente vai se comportar e ainda achar pouco!

É claro que fico preocupado quando lembro que o sr. Cantalice pertence ao partido de Celso Daniel. Terei, é certo, de tomar as devidas providências para a minha segurança. E acho que os outros devem fazer a mesma coisa.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A POLÍTICA LANÇA FAGULHAS NOS INTERVALOS DA COPA

Post de Berto Filho

Enquanto a Copa rola no país do futebol, a política lança fagulhas nos intervalos para dizer que está viva.

Leio no Globo e vou inserir meus comentários entre parêntesis e em itálico.


A notícia :  "Um manifesto assinado por 300 parlamentares, artistas, professores, jornalistas e advogados em defesa dos condenados no mensalão será protocolado na quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa é de um grupo ligado ao ex-ministro José Dirceu, e o texto faz duros ataques ao presidente do tribunal, Joaquim Barbosa. O documento batizado "apelo público ao STF, em defesa da Justiça e do Estado de direito", já em sua primeira linha, acusa Barbosa de cometer arbitrariedades."

(A manobra desses manifestantes, bastante clara, é esvaziar a aura de heroi justiceiro do mensalão de Joaquim Barbosa e jogá-lo na vala comum dos editores dos Atos Institucionais do tempo dos governos militares)

"O Brasil assiste perplexo à escalada de arbitrariedades cometidas pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa", diz o manifesto.Trata-se de um apelo para que os ministros do tribunal revejam a decisão de Barbosa que suspendeu o direito ao trabalho externo de alguns sentenciados e, no caso de Dirceu, nem lhe foi concedido uma única vez. A crítica é quanto ao entendimento do presidente do STF de que o condenado, antes desse benefício, tem que cumprir um sexto da sua pena.

"Adotada, à revelia de entendimento do pleno desse STF, tendo como alvo os sentenciados, todos ao regime semiaberto, inclusive Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Dirceu, e José Genoino, levará angústia e desespero não somente a eles e seus familiares, mas a dezenas de milhares de família de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos".

O texto classifica a interpretação de Barbosa como uma agressão ao estado de direito democrático.

(É conveniente para o marketing da campanha de Dilma desacreditar Joaquim Barbosa porque é um eleitor de peso, se levarmos conta que ele apareceu numa das últimas pesquisas como o brasileiro mais admirado, depois de Lula - 66 contra 60%.)

"No final, a decisão do presidente do STF é comparada a um ato institucional, instrumento utilizado durante a ditadura militar. O desrespeito aos direitos de um único cidadão coloca em risco o direito de todos, e o Brasil já sofreu demais nas mãos de quem ditava leis e atos institucionais, atacando os mais elementares direitos democráticos".

Entre os signatários do manifesto estão João Vicente Goulart, filho ex-presidente João Goulart; os escritores Eric Nepomuceno e Fernando Morais; o cantor Chico César; os atores Osmar Prado e José Abreu; o dramaturgo Lauro César Muniz; o teólogo Leonardo Boff; o coordenador do MST, João Pedro Stédile; e a socióloga Marilena Chauí.

(Joaquim Barbosa se solidarizou com Dilma, disse que vaias e xingamentos foram "um horror". Foi solidariedade institucional, o presidente de um Poder foi proforma solidário com a presidente das República, de quem o cidadão Joaquim Brbosa diverge e muito. Mas ele assistiu ao jogo a convite de Dilma. Nada demais, um lance de bom senso. De ambos. Essa opinião de Barbosa não vai mudar o cenário de degradação do seu nome pelas hordas petistas.  Tudo continua como estava e como o manifesto acima referido retrata.. 

Os eleitores notáveis da Dilma estão colocando as cabeças de fora. Não vejo a mesma disposição da parte dos notáveis que se alinham com Aécio, Campos e Marina. Já escrevi neste blog algumas vezes, com insistência até chata, sobre as preferências eleitorais e ideológicas de artistas que estão presentes nas novelas, no cinema e nos teatros, cuja empatia com milhões de telespectadores e plateias ao vivo tem inegável poder de influir em suas intenções de voto. Ao lado dos artistas, os jornalistas que dizem e escrevem o que pensam, como Merval Pereira, Ricardo Noblat e Paulo Henrique Amorim são formadores de opinião que, ao fazerem a sua opção ideológica e eleitoral de maneira incisiva em seus blogs e trincheiras de redação, podem carregar eleitores indecisos para seus pagos e até reverter intenções de voto ainda não completamente cristalizadas. 

Existem posições de esquerda e de direita em vários tons e com nuances e estilos de atuação diferenciados. Há uma terceira via, a do bom senso, à qual me filio, que não é de esquerda nem de direita, que valoriza a democracia e os valores morais republicanos, a alternância do poder, o poder do voto consciente, a ascensão social e profissional por meritocracia e que não faz concessões ao assistencialismo provedor de eleitores de baixo nível de esclarecimento. Só a educação sem dirigismo ideológico é capaz de libertar a parcela ignara do povo e transformá-la em cidadãos, contribuintes e eleitores conscientes, responsáveis

Chega de trocar voto por ligadura de trompa ou par de óculos. Chega de aceitar grana na fila de votação parta votar no candidato imposto pelo cabo eleitoral. Manifestações pacíficas e intensas, sem black blocs, em favor do fim da corrupção,  dos privilégios dos políticos e do combate incessante aos políticos safados e desonestos que querem manter o povo ignorante para se perpetuar no poder, são legítimas e devem ser estimuladas. 

Dilma foi longe demais ao editar na calada da noite (uma técnica sorrateira do PT de tomada "legal" de espaços já testada no surpreendente anúncio da chegada de milhares de médicos cubanos) o decreto 8.243 que patrocina a prevalência da gestão da coisa pública pelos movimentos sociais passando por cima do Poder Legislativo. Renan Soares está perdendo a oportunidade de lavar sua honra denegrida em um sem número de atitudes nada virtuosas.

O Poder Social seria entronizado no portal dos 3 Poderes.
O Poder Social assumiria o Quarto Poder geralmente atribuído à Mídia. Pode ser que o sentimento de falta de representatividade político-partidária dos manifestantes de junho de 2013, somado ao insólito e repudiável séquito de desvios de conduta de parlamentares como André Vargas, do PT, e de todos os mensaleitos, tenham aberto um flanco perigoso na democracia republicana que deu aso ao surgimento do decreto separatista que Dilma editou inspirada nos sovietes de Stálin.

Não nos esqueçamos do Plano Nacional de Direitos Humanos - que prega o fim da propriedade privada e sacraliza as invasões do MST e adjacências - e do juramento gramsciano do Foro de São Paulo de tomar o poder em disparar um só tiro, sem espetar baioneta na barriga de ninguém. No bojo do cipoal socialista em marcha está embutido o fim da liberdade de expressão através do controle social da mídia, tanto no conteúdo (até agora Dilma se opõe a essa interferência mas até quando não se sabe porque a pressão do PT é uma barra) quanto no controle da economia da mídia - sufocamento por falta de matéria prima, como na Argentina (Clarin) ou pela progressiva proibição de veiculação de publicidade de produtos que, ao ver do manda-chuva de plantão, prejudica consumidores "desavisados" ou "desinformados". Isto se refletirá inexoravelmente na perde da receita publicitária dos canais de TV e rádio, na redução ou atomização de audiências e da capacidade de reinvestimento de lucros no próprio negócio. Fere a democracia de morte.

Voltando à terceira via, as esquerdas radicais a envelopam como sendo uma vertende da direita.  A extrema-esquerda ou mais de um de seus afluentes condenaram ao fogo dos infernos o termo "direita" que passou  a qualificar ideologicamente qualquer pensamento que não se coadune com o "pensamento único". Quem divergir é de direita, deve ser excomungado e está acabado. Também tem a direita extremada que clama pela volta dos militares e não aceita a parcialidade da comissão da verdade. O Brasil está profundamente dividido e os ânimos estão acirrados demais para a batalha campal das campanhas que começam, na prática, no dia 14 de julho, isto se a seleção brasileira for para a final. A vantagem competitiva de Dilma é o tempo de TV. Vamos ver de que forma seus marqueteiros vão se apropriar dessa vantagem e transformá-la em votos.

Perdoem a longa dissertação defensiva, mas é que fui me entusiasmando e, quando me dei conta, havia escrito demais.)





 

COMEDIANTE JOHN OLIVER DEITA E ROLA CONTRA A FIFA E A COPA

Post de Berto Filho

Este video (link abaixo) você não verá nas TVs. Só na internet.
Fala mal da FIFA e da subserviência do governo brasileito à FIFA. É por isso que aposto cada vez mais na internet como canal de informação imediata. E os telejornais estão perdendo a velha credibilidade traduzida pela expressão "se a TV não deu é porque não aconteceu"...

Neste vídeo o comediante inglês John Oliver faz uma reflexão bem humorada sobre o que é a FIFA e sobre a Copa do Mundo no Brasil. É uma pena ouvir e ver uma opinião tão precisa sobre a Copa, vinda de um estrangeiro enquanto aqui a imprensa (comprada pelos anúncios que empurram toda sorte de artigos e serviços ligados à Copa) se cala perante os desmandos do Governo.

Link :
https://www.facebook.com/photo.php?v=279994858848940&fref=nf

MÁ NOTÍCIA : DILMA NÃO VAI ABRIR MÃO DO DECRETO 8243

Post de Berto Filho

Publiquei o link do Jornal da ImprenÇa no post anterior. Essa edição dedica um espaço nobre para o decreto 8243, o tal que introduz na gestão pública conselhos populares que nada mais serão do que representaçõess dos movimentos sociais estimulados pelo PT.

Em seguida, li esta manhã que o Gilberto Carvalho garantiu que Dilma não vai voltar atrás no abjeto decreto 8.243. O Legislativo que se dane.

A democracia no formato atual em que o Planalto ainda permite que se diga o que se pensa, inclusive em blogs despretenciosos como este, está ameaçada de desapareer.
Não creio que seja tão somente uma forma de vingança irracional ou de sublinhar a mágoa pelas vaias e xingamentos no Itaquerão. Seria muito pouco para provocar tamanho ódio contra a prática da democracia do jeito republicano. Os conselhos populares, dirigidos e aparelhados pelo PT, podem ser o caminho mais curto para deflagrar a luta de classes. Dessa vez, com esse decreto, a classe política, com todos os seus defeitos, também é vítima, e não sobrará pedra sobre pedra do sistema atual se esse monstrengo não for derrubado.

O decreto ditatorial antecipa o tom de tudo que vem aí se Dilma emplacar de novo. Os meios de comunicação têm a obrigação moral de, nos intervalos da Copa, hoje mesmo, fazê-lo ser discutido em mesas-redondas, talk-shows e programas do gênero por jornalistas, cientistas políticos e personalidades de alto conhecimento e credibilidade. Chamem o Rainha e o Stédile para incendiar os debates. Desmascarar os black blocs da ditadura do proletariado ao vivo é uma proposta tentadora.

Para quem quer remover o PT do Planalto apenas o voto na urna pode não ser suficiente, seja por falta de votos na mudança  (marketing fracassado das oposições), seja por adulterações na totalização, que, dizem alguns sites na internet (digite no Google : Urna Eletrônica), são possíveis e há precedentes. Quem garante que a urna usada no Brasil e aprovada pelo TSE é à prova de fraude ?


O barato da democracia é esse : vencer ideias com ideias e praticar a alternância do poder sem o emprego das nossas Forças (des)Armadas. Não adianta querer ressuscitar 64. Nem os militares querem.