domingo, 23 de março de 2014

A DESIGUALDADE E A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO

Postado por Berto Filho
 
Eduardo Giannetti foto no Google
O economista Eduardo Giannetti toca na ferida dos males do Brasil (falta de saneamento básico, obras que não aparecem e não dão voto...) e surpreende os entrevistadores com sua lógica colegial. No minuto 1'21''

“Desigualdade não é um mal em si; depende de como se chega a ela.” Eduardo Giannetti, economista e pensador brasileiro, explica a origem do maior problema do Brasil.


Assista o lance.

http://www.socialfly.com.br/videos/11-este-homem-resolve-deixar-a-baboseira-de-lado-e-resume-o-maior-do-problema-do-brasil-em-2-minutos#


MOACIR JAPIASSU, UM CRAQUE DA PALAVRA

Postado por Berto Filho


Moacir Japiassu, foto no Google

A troca solidária e generosa de endereços de blogs entre blogueiros que pensam parecido ou se admiram amplia o número de seguidores de cada um e reforça o blogário nosso de cada dia.

Quero apresentar aos meus seguidores as colunas do jornalista e escritor Moacir Japiassu, trazidas numa carruagem pelo mensageiro Isnard Manso Vieira, um publicitário vidrado em criação e produções bem feitas. A coluna do Japi é um verdadeiro condomínio de luxo habitado por blogueiros inteligentes graças à generosidade do síndico Japi. Vocês vão conferir.

Para que vocês tenham uma ideia de quem é o Moacir pincei no Wikipedia os seguintes trechos de sua biografia : paraibano com raízes também em Minas Gerais,
Rio de Janeiro e São Paulo, onde vive desde 1970, Moacir Japiassu iniciou-se no jornalismo em 1962 (ano em que o locutor que vos fala zoava na Radio Jornal do Brasil). Moacir trabalhou nos jornais Diário de Notícias, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Jornal da República, além das revistas IstoÉ, Veja, Senhor, Pais&Filhos, Enciclopédia Bloch e Elle, entre tantos outros.

Foi também editor-chefe do
Fantástico, da Rede Globo (onde atuei mas em outra época), e repórter, redator e apresentador de programas de rádio e televisão. Em 1997, fundou a revista Jornal dos Jornais (Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa de 1999). Escritor de renome, é autor de dois livros infanto-juvenis; um de gastronomia; um compêndio com as melhores pérolas publicadas em sua coluna, "Perdão, Leitores", da revista Imprensa; e três romances.

Atualmente escreve semanalmente a coluna Jornal da Imprença, no Portal Comunique-se, reproduzida com banho de loja proporcionado por Marcia Lobo.
As colunas do Japi são tratadas a pão de ló na “clínica estética” da Marcia Lobo , que veste, maquia, colore e dá vida nova a personagens e narrativas de fatos e comentários do próprio Moacir e dos vários blogueiros condôminos desse portal administrado pelo proprietário de uma “janela” de vasta experiência. conhecimento da história da imprensa e brilho intelectual.

Leia as colunas e se delicie com as tiradas do Moacir e seus convidados visitando o site da Marcia Lobo, "Antes que eu me esqueça", que publica a coluna sempre com ótimas ilustrações : 


http://antesqueeumeesqueca.weebly.com/jornal-da-imprenccedila.html

Moacir cita em sua coluna o personagem de humor Janistraquis, criado por ele. Vou reproduzir, a partir deste ponto, o teor do que ele contou ao jornal da ABI.

"Janistraquis nasceu no Jornal da República, aquela experiência do Mino Carta em 1979. Eu trabalhava na Istoé e Mino me transferiu para o jornal, para que ali eu escrevesse uma coluna “de leitura”; uma coluna sobre futebol, que sempre foi uma de minhas paixões. O jornal apresentava-se muito pesado e Mino queria criar algumas “ilhas” de lazer. Então, criei a tal coluna e também o personagem. Este, chamado Janistraquis de Azevedo Varejão, era um carregador das ruas de SP, daqueles conhecidos como “burros-sem-rabo”. E apesar da existência desvalida, torcia pelo São Paulo, clube da elite. Com uma diferença: Janistraquis não torcia propriamente pelo time e sim pelo presidente do clube, o ex-governador Laudo Natel, cuja foto, em tamanho natural, enfeitava sua carroça. O Jornal da República estava nos estertores, mas a coluna pegou, todos gostavam das brincadeiras e do nonsense das histórias. Janistraquis (que é uma corruptela do substantivo janistroques, que quer dizer joão-ninguém) entrou em recesso, andou mais tarde a escrever alguns textos sobre teatro na revista Palco & Platéia, mas ressuscitou pra valer na coluna da revista Imprensa."





sábado, 22 de março de 2014

GUANTÁNAMO E CUBA, A CRIMEIA LATINA

Postado por Berto Filho


Foto do Google : presos em Guantánamo

Faz alguns dias o presidente do Uruguai, Jose Mujica, inovador em tantas coisas, como a liberdade de produzir e comercializar maconha (em seu país) "para fins medicinais", aceitou o pedido do governo dos Estados Unidos para receber, na condição de refugiados, 5 presos políticos que estão detidos na base militar dos EUA na baía de Guantánamo desde os atentados de 11 de setembro de 2001. Ficariam lá 2 anos e depois, o futuro a Deus (e aos políticos de bom senso) pertence.


É que o governo Obama quer desativar o emblemático presídio na ilha de Cuba por razões humanitárias e, provavelmente, também por razões de segurança. O governo americano admite ficar com os mais perigosos (para a segurança americna) que seriam levados para presídios americanos seguros. E os demais o governo americano negocia com países dispostos e seguir o exemplo do Uruguai.

O presidente Mujica, de 78 anos de idade e ex-guerrilheiro, concordou mas somente depois do nihil obstat do presidente cubano, Raúl Castro, e de enviar delegados para visitar o centro de detenção.

A prisão em Guantánamo tem sido alvo de críticas de grupos defensores dos direitos humanos. Alguns de seus prisioneiros estão na base há uma década ou mais, sem acusação formal ou julgamento. Inaugurado pelo presidente George W. Bush em 2002 para manter suspeitos de terrorismo capturados no exterior, Guantánamo se tornou um símbolo dos excessos da sua "guerra contra o terror".

"Eles estão vindo como refugiados e haverá um lugar para eles no Uruguai se quiserem trazer suas famílias", disse Mujica, que passou 14 anos na prisão antes e durante a ditadura de 1973-1985 no Uruguai. Ele tem experiência no ramo.

RUSSIA DE NOVO EM CUBA ?



Um missil apontado para o coração dos EUA em 1962

No xadrez da Guerra Fria, que parece estar sendo requentada pela Rússia, Cuba é uma espécie de Crimeia latina para contrabalançar a intromissão americana (e europeia) na Ucrânia, que perdeu a Crimeia para a Rússia. A Cuba dos irmãos Castro poderia receber de volta os "mísseis" russos do tempo de Kennedy e Kruschev ou alguma ajuda econômica, política e militar consistente, crescente, que aumente o seu poder de barganha contra o bloqueio norte-americano, de forma a repercutir o aumento do poderio na esfera diplomática para onde deveriam convergir as soluções de todos os conflitos mundiais.

Pode ser que Putin esteja querendo apenas assustar os Estados Unidos e desestimular Obama (na questão da Ucrânia-Crimeia) com essa história - que não é das carochinhas - de reescalar Cuba como sua ponte preferencial pára a América Latina. Aí vai ser a glória do socialismo global : o eixo Cuba-Venezuela-Brasil poderia ser uma extensão natural da mencionada ponte russa.

Estou vendo fantasmas ? Pode ser. E pode não ser. 


 
Foto Google : manifestação em Kiev

Um detalhe interessante da ocupação, anexação ou "integração" da Crimeia pela Russia.
Os soldados russos desembarcaram silenciosamente em Kiev e arredores usando uniformes de soldados e policiais uicranianos, repetindo (sem o cavalo mas com muita astúcia) a invasão de Troia. Foi evitado derramamento de sangue mas a Ucrânia ficou manca. Suas bases militares na Crimeia foram tomadas pelos russos. Resta ao Ocidente amparar a economia da Ucrânia e duelar diplomaticamente com Moscou para que não corte o gás que abastece a Europa.

As sanções econômicas de americanos e europeus contra cidadãos russos que moram nos EUA e Europa e dos russos contra cidadãos americanos e europeus que vivem na Rússia, não tem eficácia, não fazem voltar atrás, talvez por serem o primeiro botão pacífico a apertar antes de serem apertados outros botões bem mais sensíveis e perigosos.

O gasoduto que transporte o gás russo atravessa a Ucrânia e daí é distribuído para o Velho Continente.   A espada de Dâmocles está nas mãos do Kremlin pendendo sobre o pescoço europeu. Que poder em jogo !





O OUTONO ASTRAL DA PETROBRAS

Postado por Berto Filho

Nas bancas a nova edição da VEJA resume o outono (mais suave que inferno) astral da Petrobras que ameaça contaminar o marketing eleitoral da presidente Dilma.

A matéria de Robson Bonin, Rodrigo Rangel e Daniel Pereira com reportagem de Hugo Marques e Malu Gaspar
começa assim :

A Petrobras já foi solução para Dilma. Hoje é fonte de problemas


O uso ruinoso da estatal para segurar a inflação se soma, agora, a negócios nebulosos e denúncias de corrupção


FESTA: Desde o início do governo Lula, em 2003, a Petrobras foi loteada por partidos políticos

Foto : Ricardo Stuckert/PR

O texto liberado no site da Veja é o seguinte :

"O PT sempre usou a Petrobras como arma política. Nas duas últimas campanhas, seus candidatos diziam que o PSDB privatizaria a empresa se reconquistasse o poder. Acusados de mercadores do patrimônio nacional, os tucanos não tiveram repertório para responder aos ataques. A Petrobras foi usada como vitrine para alardear a competência administrativa de Dilma Rousseff — e, antes, a sorte de Lula pela descoberta em seu governo do “bilhete premiado” do pré-sal. Lula proclamou a autossuficiência do petróleo, sonho geopolítico histórico do Brasil. Em 2010, Lula defendeu a eleição da desconhecida ministra Dilma, apresentando-a como a responsável pelo novo modelo energético brasileiro, em que predominariam a oferta abundante de energia e a cobrança de tarifas cada vez menores dos consumidores. No palanque, ela foi a “Mãe do PAC”, gestora hábil, eficiente, a contraposição perfeita ao apagão de 2001, que foi vendido ao eleitorado como clara inépcia do governo Fernando Henrique. A estratégia funcionou em 2002, 2006 e 2010. Em 2014 pode funcionar, mas para os adversários. “A Petrobras virou a OGX da Dilma”, ironizou Aécio Neves, candidato a presidente pelo PSDB.

A área de energia se tornou um poço de piche de problemas. O Brasil importa petróleo. Antes de os poços do pré-sal renderem um centavo sequer, deles parecem jorrar apenas alcatrão e terebintina política. O risco de racionamento de eletricidade, antes inexistente no discurso oficial, foi reclassificado para “baixo” — mas é alto. As tarifas, comprimidas por ímpeto populista e estatizante, em breve vão obedecer às implacáveis leis econômicas, buscar seu patamar realista, e os brasileiros vão pagar a conta — seja pelo aumento de impostos para recompor as finanças públicas, seja pelos dígitos a mais nas contas de luz e na bomba de gasolina. Dilma e sua equipe econômica acreditam ter um dique capaz de segurar essas pressões inflacionárias e empurrar a encrenca para 2015. Pode até ser. Mas um desses problemas já escapou. É justamente o que vinha sendo a solução: a Petrobras.

A empresa de petróleo tem um e­­x-diretor preso pela Polícia Federal. O loteamento político já dá sinais de que minou sua eficiência. O uso da Petrobras para pagar o bilionário subsídio no preço da gasolina fez com que secassem recursos para áreas e atividades vitais — entre elas, a manutenção das plataformas marítimas, as quais, segundo os próprios responsáveis, que não conseguem se calar diante do descalabro, estão quase todas sucateadas.

Visto de fora, o quadro apresentado pela Petrobras também é horroroso. Ela perdeu 30 bilhões de dólares em valor de mercado, a maior queda entre as empresas brasileiras. A Petrobras vale hoje a metade do que valia antes de Dilma subir a rampa do Planalto. A estatal passou de pedra a vidraça, e os rivais já farejaram a fraqueza. A presidente acusou o golpe e, na semana passada, deflagrou uma operação de contenção de danos.

Um indicador infalível de que a coisa não está boa para um político é o fato de ele apanhar até quando faz a coisa certa. Dilma ficou em péssima luz durante toda a semana passada por uma avaliação equivocada de seu comportamento em 2006, quando presidia o conselho de administração da Petrobras e o órgão autorizou por unanimidade a compra de uma refinaria em Pasadena, Texas. O caso, revelado por uma reportagem de VEJA em 2012, tem contornos suspeitos — mas não por causa de Dilma e, tudo indica, até mesmo apesar dela. O episódio ressurgiu no noticiário depois que a presidente respondeu a uma indagação feita pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre seu papel na aprovação do negócio. Dilma convocou Graça Foster, presidente da Petrobras, que já chegou ao Planalto com uma nota explicativa pronta. Dilma considerou o texto vago e protocolar. Rasgou o papel e pôs-se a escrever de próprio punho a resposta.

Pôs um ponto-final e determinou que a nota fosse enviada ao jornal, que a publicou, e, assim, começou um vendaval de versões e interpretações, quase todas contra a presidente."

Quem quiser ler o texto na íntegra, terá que comprar a Veja desta semana no IBA, no tablet, no IPhone ou nas bancas.

JOAQUIM BARBOSA FORA DAS ELEIÇÕES DESTE ANO

Postado por Berto Filho


Roberto D'Avila
A revelação exclusiva de que Joaquim Barbosa desistiu mesmo de sair candidato nas eleições deste ano é do jornalista Roberto D'Avila, que estreia hoje à meia noite um programa de entrevistas, com o seu nome, na Globonews, em grande estilo, e com essa bomba monumental. Sucesso, amigo !

Roberto foi sócio, na Intervideo - produtora do "Conexão Roberto D'Avila" há muitos anos no ar na TV Brasil (e antes, na TV Educativa) -  do saudoso criador Fernando Barbosa Lima, o melhor profissional dos telejornais inteligentes. Roberto sabe arrancar os segredos dos seus entrevistados levando-os para águas calmas onde as confissões e desebafos fluem com naturalidade, sem a necessidade de cornetas e clarins.

Sobre Joaquim definitivamente fora das eleições, é uma pena que os institutos de pesquisa não tenham sido contratados por nenhuma emissora de TV, revista ou jornal para incluir o nome dele na sondagem para se ter uma ideia do portencial de influência desse grande eleitor nas intenções de voto para a presidência da República. Quem será o herdeiro de seus eleitores, agora viúvos ?  


Eduardo Campos e Aécio Neves não vão ficar indiferentes a uma decisão tão importante. Emissários deles devem estar se preparando para o assédio ao ministro, enquanto os estrategistas dos partidos procuram canais de acesso ao reservatório lotado de intenções de voto de eleitores solidários com Joaquim Barbosa no desfecho do julgamento do mensalão.  É um cenário interessante para especulações de toda sorte, tirando fora a hipotese absurda de eleitores potenciais de JB serem petistas ... 



UMA REPÚBLICA SOCIALISTA ?

Postado por Berto Filho

Autor : Dom Aloísio Rque Oppermann

Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)
Uma república socialista?


Se os serviços públicos são geridos por empresas particulares, ou pelo governo, é uma questão de eficiência. Não é de ideologia política. Mas não esqueçamos que os serviços públicos “gratuitos” alguém os precisa pagar. A passagem de ônibus eu posso pagar do meu bolso, diretamente para a companhia particular, que presta esse serviço. Ou eu entrego essa mesma contribuição ao governo, para que ele a administre. Não existe jantar gratuito.

O socialismo sempre fascinou a mente humana, porque parece ser mais justo, e atender melhor à parte mais pobre da humanidade. Isto, precisamente, sempre foi o ponto fraco do capitalismo: não ter plano de salvação para os perdedores. Mas o socialismo carrega consigo uma mancha execrável. Não é capaz de respeitar o que é inerente ao ser humano, que é a sua liberdade. Como não conseguirá jamais se estabelecer com a concordância dos cidadãos, precisa se impor à força.

As cabeças de quem pensa, e é cioso em permanecer livre, rolam inexoravelmente. Esse regime é o mais catastrófico da história, tendo assassinado mais de 80 milhões de rebeldes. Tornou-se uma mancha na história da humanidade.

No Brasil, alegremente estamos correndo para os braços das ditaduras. Sem pejo nenhum, e sem falsete no rosto dos nossos dirigentes, temos relações diplomáticas preferenciais com nações onde as liberdades individuais são uma quimera. As visitas oficiais a certos países, de visceral princípio socialista, são uma constante.

A importação de médicos estrangeiros (não quero duvidar de sua competência profissional) tem como objetivo acostumar nossa população com as belezas do socialismo. Os gastos financeiros com doações em favor de nações mais pobres (todas socialistas), são uma constante. Os Black Blocs, quebrando com grande satisfação os Bancos, mostram que já estão infectados com esse vírus, francamente anti-livre mercado.

Os que querem os serviços públicos todos gratuitos, vivem de um delírio deplorável. Tudo está sendo feito à luz do sol. Os condutores da nação terão o direito de dizer: “eu avisei”. É muito provável que entre os condenados pelos crimes do mensalão já se encontrem aqueles que, no futuro, serão os dirigentes da Nação.

sexta-feira, 21 de março de 2014

A FRIBOI, ROBERTO CARLOS, OS GLOBAIS E O ENDIVIDAMENTO DO JBS NO BNDES

Postado por Berto Filho

Como o tema deste texto é Friboi, marca da carne boa, como afirmam - e assinam embaixo - Roberto Carlos e Tony Ramos, nada mais justo do que abrir com informações sobre o grupo que é o maior frogorífico de carne bovina do mundo : o JBS.



Mas antes, um minutinho com Fátima Bernardes, a garota propaganda da marca SEARA, também do JBS..


Fátima largou o JN para o seu voo solo, os "Encontros com Fátima Bernardes" nas manhãs da Globo de 2a. a 6a. Na troca, ganhou um espaço e tanto, demorou um pouco para pregar sua marca num horário de audiência bem inferior (é assim mesmo, qualquer um demora a emplacar quando sai do ninho e vai para casa nova) mas decolou e hoje navega nas alturas.  Mas, para chegar a esse resultado notável de fechar um contrato, discutido com a Globo, no qual é abonada sei lá, com uns 3 milhões por mês do grupo JBS, valeu mesmo a pena deixar o William Bonner tricotar o JN com a Patricia Poeta e reforçar o caixa do casal. É verdade que foi obrigada a baixar o nível (do gosto musical do telespectador das manhãs), ao adotar o estilo do "Esquenta", de Regina Casé.  E hoje diz com naturalidade esse nome feio de banda de pagode "Psirico", masculino (forçado, eufônico) de "pissirica" ... bem você sabe o que é pissirica, se não, sabe, vai no Wikipedia ...

O fechamento com a marca Seara é uma sonora e televisiva demonstração de que Fátima apoia (sem dizê-lo claramente) a candidatura de Junior Batista ao governo de Goiás.
É difícil desassociar a imagem dela da imagem do dono da emprersa que paga o seu cachê fabuloso...  Junior já ganhou !





O grupo JBS é o dono da marca FriBoi e de muitas outras graúdas no mercado de carnes de animais, todas (essas marcas) aparentemente saudáveis. À frente os irmãos empresários Joesley, Wesley e Júnior Batista. Júnior é pré-candidato a governador de Goiás este ano. Tudo sincronizado. Usar as imagens de globais nas TVs certamente vai alavancar, além da Friboi e Seara, a marca do Júnior.  
Marketing Político indireto.


J
Junior Batista, um dos donos do JBS, a caráter - Foto : imagens Google
O Wikipedia conta o seguinte :

A JBS S.A. é uma empresa brasileira fundada em 1953. É o maior frigorífico do setor de carne bovina do mundo. A companhia opera no processamento de carnes bovina, suína, ovina e de frango e no processamento de couros. Além disso, comercializa produtos de higiene e limpeza, colágeno, embalagens metálicas, biodiesel, entre outros. Seus negócios são divididos em quatro unidades: JBS Mercosul, JBS USA Bovinos (incluindo operações na Austrália e no Canadá), JBS USA Suínos e JBS USA Frangos (incluindo operações no México e em Porto Rico).
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O grupo controla marcas como Swift, Friboi, Maturatta, Cabana Las Lilas, Pilgrim's, Gold Kist Farms, Pierce e 1855. A empresa JBS atua em 22 países de cinco continentes (entre plataformas de produção e escritórios) e atende mais de 300 mil clientes em mais de 150 nações. A companhia abriu o capital em 2007 e suas ações são negociadas na BM&F Bovespa no mais elevado nível de governança corporativa do mercado de capitais do Brasil, o Novo Mercado. Em 2012, a companhia registrou receita líquida de R$ 76 bilhões, um aumento de 22,5% em relação ao ano anterior.
A companhia hoje tem mais de 140 mil colaboradores ao redor do mundo e 307 unidades de produção.

O Wikipedia pára aqui. Os números do Wikipedia não devem estar atualizados.

O texto que segue é do engenheiro civil Ossami Sakamori, ex-professor da Universidade Federal do Paraná, filiado ao PDT, não militante. Chegou às minhas mãos esta semana por e-mail. Pela precisão aparente dos dados nos quais sustenta sua argumentação, está por dentro dos negócios do grupo JBS/Friboi suportados por empréstimos vultosos do BNDES. Parecido com a OGX do Eike, também Batista, mas nada a ver com o de Goiás.

A marca Friboi, conforme proclamam os anúncios da agência W/McCann, sugere garantir a boa procedência da carne. É Friboi ? Pode levar.

Com a palavra, o sr.Ossami.

O grupo JBS/Friboi apelou de uma vez por todas. Através da sua agência W/McCann, contratou o cantor Roberto Carlos, por cachê não revelado, e os atores globais Fátima Bernardes, Tony Ramos e Ana Maria Braga, respectivamente por R$ 5 milhões, R$ 3 milhões e R$ 1 milhão, mensais, para fazer propagando dos produtos do grupo. É o começo do fim do JBS/Friboi. As ações da JBS vem caindo na Bovespa.

Só para lembrar, o grupo JBS/Friboi deve ao BNDES e bancos privados, R$ 30 bilhões, conforme demonstra o balancete de junho de 2013. O patrimônio líquido da empresa JBS/Friboi, descontado os ativos intangíveis, é de R$ 8 bilhões. O endividamento está totalmente fora dos padrões normais de uma empresa com boa governança corporativa. Tal qual tinha acontecido com a OGX do empresário estelionatário Eike Batista. O Friboi é dos outros Batista.

O que fica evidenciado é de que a empresa JBS/Friboi tem seu índice de alavancagem em relação ao patrimônio líquido fora dos padrões de grandes corporações com ações na Bolsa de Valores. Além de tudo, o endividamento junto ao BNDES, dentro do programa PIS, com juros subsidiados, está concentrado demais para um grupo empresarial só, no caso JBS/Friboi. 

O grupo JBS/Friboi tem sozinho, cerca de 5% do valor total de recursos do programa PIS - Programa de Investimentos Sustentáveis - do BNDES. 

Este programa, eu o denomino de Bolsa Empresário, porque o Tesouro toma no mercado dinheiro pagando taxa Selic (hoje, 10,75%) e empresta aos empresários a uma taxa média de 3,5% ao ano. O Tesouro e/ou BNDES paga a diferença de juros.

Além do setor de carnes, o grupo dos Joesley e Wesley Batista está pedindo recursos de R$ 2,8 bilhões aos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef para dobrar o tamanho da Eldorado, indústria de celulose controlada pela família Batista. Além dos recursos dos fundos de pensão, a Folha, noticiou que os Batista tem pretensão de tomar emprestados R$ 4,8 bilhões do BNDES e do fundo de desenvolvimento regional do Centro Oeste.

Como foi dito por mim, numa das matérias anteriores relacionadas com o grupo JBS/Friboi, o envolvimento do grupo com os poderes da República está mais do que evidente. O "modus operandi", tanto no aspecto empresarial como na vida particular dos irmãos Batista, se assemelha muito com o do outro Batista, o empresário estelionatário Eike Batista que levou a empresa OGX à situação de recuperação judicial, à falência.

Não há como negar que o grupo JBS/Friboi é favorecido nos financiamentos subsidiados do BNDES, com interferência direta dos poderes da República de antes, o Lula, e da atual, Dilma. Muitos que são favoráveis à administração Lula & Dilma, dizem que tomar dinheiro emprestado do BNDES é uma operação normal. Normal seria, se não houvesse concentração de recursos emprestados a um grupo empresarial ; também não é normal a relação endividamento/ patrimônio líquido.

Experimente você, pequeno empresário, pedir emprestado não R$ 4,8 bilhões, mas apenas R$ 4,8 milhões. Com certeza, encontrará muita dificuldade, se conseguir.

Ao que parece, o JBS/Friboi dá a última cartada para tentar recuperar a credibilidade. Vai lançar o Júnior, o irmão mais velho dos Batista, ao governo de Goiás, bem como, obviamente, financiar a campanha da Dilma Rousseff para a presidência da República. Para alcançar o objetivo, conta com a credibilidade do Roberto Carlos para vender coxão mole como picanha. Além de contar com o concurso dos atores globais Fátima Bernardes, Tony Ramos e Ana Maria Braga para ajudar eleger Dilma Rousseff.

A coisa deve estar mesmo como na hora da morte para o grupo JBS/Friboi. Ter que vender os seus produtos contando com os prestígios do cantor como Roberto Carlos, além dos atores globais nominados, é porque tenta esconder o maior escândalo de lavagem de dinheiro da América Latina, segundo Tuma Júnior. Com certeza os artistas nominados, moralmente, terão que alavancar a candidatura do Júnior para governo de Goiás e ajudar na reeleição da Dilma.

Agora, entro eu.
Está ridículo o Roberto Carlos naquele comercial fingindo que está comendo carne da Friboi. Ele não leva nenhum pedaço de carne à boca. E sorri, meio sem graça e falso, quando reconhece que (a carne ali no prato na sua frente) é Friboi... As imagens apenas sugerem que Roberto transformou-se em um carnívoro virtual. Faz de conta.