sexta-feira, 4 de abril de 2014

BLATTER PASSOU UM CARÃO NO BRASIL

Post de Berto Filho

Fui ao site RFI e arrastei para cá o texto que segue.

O Brasil levou o carão que merece mas não precisava ter que ouvir isso de nenhum estrangeiro, e logo da boca do presidente da FIFA, entidade supranacional que vai ganhar um dinheirão com esta Copa bilionária, caríssima, a mais cara de todos os tempos. Num país de grandes desperdícios com uma economia meio que patinando (11% ao ano de Selic para conter a inflação), onde a saúde e a educação clamam por atenção e humanidade.

Blatter atenua a varada com a afirmação de que jogamos o melhor futebol do mundo. Ele acha que basta isso para não ser crucificado nas manifestações que vêm aí.

Continuamos a ser tratados como um paraíso tropical alegre, sem culpa e sem juízo. Leia.


"O presidente da Fifa, Joseph Blatter, espera que o Brasil organize uma Copa do Mundo 'extraordinária', mas voltou a criticar duramente os atrasos do país na construção dos estádios e outras obras para o Mundial. Segundo Blatter, muitos problemas foram ocasionados pela "inércia" dos brasileiros.


O presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante entrevista coletiva, em São José, no dia 3 de abril de 2014. Foto: Reuters

 
"O Brasil terá um Mundial extraordinário porque é o país do 'jogo bonito' e que tem atualmente o melhor futebol do mundo", afirmou Blatter em San José, capital da Costa Rica, onde foi prestigiar o Mundial de futebol feminino sub-17.

Apesar da expectativa otimista, o presidente da Fifa voltou a disparar críticas severas sobre o país organizador da Copa. "Em relação aos atrasos, eles se devem à inércia dos brasileiros há vários anos, desde que o país ganhou o direito de sediar a competição. E isso, temos que dizer", declarou Blatter.

"Todos os estádios estão em fase de conclusão, mas não é a primeira vez que devemos deixar tudo pronto nos últimos dias", relativizou Blatter, ao lembrar que o estádio Olímpico de Roma ainda estava em obras 24 horas antes da abertura da Copa de 90.

O presidente da Fifa também criticou os responsáveis pelas obras da Arena do Corinthians, onde um operário morreu no último sábado, após cair de uma altura de 8 metros. "No Brasil, temos problemas em São Paulo com a morte de um operário. Quando se trabalha com uma obra de mais de dois metros de altura, a empreiteira deve garantir a segurança dos trabalhadores. Ela não o fez. É culpa da Fifa?Não, de jeito nenhum", insistiu Blatter.

Estádio será entregue no prazo

O estádio conhecido como Itaquerão vai acolher o jogo de abertura da Copa, no dia 12 de junho, entre Brasil e Croácia. Na segunda-feira passada (31 de março), as autoridades locais suspenderam as obras de instalação das duas tribunas provisórias, após a morte do operário Fábio Hamilton da Cruz. A Fifa informou que, apesar do incidente, o calendário de entrega do estádio não ficará comprometido.

A previsão dos responsáveis pelas obras é de que a Arena do Corinthians seja entregue à Fifa no dia 15 de abril. O jogo de estreia do estádio está agendado para 17 de maio entre o Corinthians e o Figueirense, válido pelo campeonato brasileiro."


Volto eu : acreditar que todas as obras (incluindo as dos entornos nas cidades sede) ficarão prontas a tempo e que serão deixados legados de valor (promessas de candidato em ano eleitoral...)  é uma questão de fé. De fé de mais ou de fé de menos.


 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A VOZ SILENCIOSA DAS RUAS

Post de Berto Filho

Foto : Google
A voz das ruas, temporaria e estrategicamente recuada, está decodificando, pacientemente, e convertendo para a sua nomenclatura e mandamentos morais de correção política, as montanhas de fatos negativos que assolam diariamente a mídia do país, a maioria gerados no Congresso e/ou por políticos e personagens que atuam no Congresso ou na política, bem como nas cercanias do Planalto e em certos palácios estaduais. Os prefeitos, mesmo os mais notórios detentores de vários mandatos, por enquanto não aparecem no radar. É que os aumentos de tarifas de transporte público ficaram para trás, trocados por bandeiras mais atraentes.

A voz das ruas não é uníssona, é um coral desordenado com muitos graves e agudos fora de sintonia. É natural que assim seja pois ela é uma algaravia formada pelas vozes de várias correntes de pensamento, algumas antagônicas entre si.

Caso dos black blocs voluntários e sem comando e dos black blocs de várias origens e interesses que obedecem a comandos invisíveis ; caso de militantes partidários radicais de correntes contrárias (grupos não muito numerosos mas agressivos duelaram no 31 de março). Engrossam esse coro os gritos de guerra dos criminosos comuns que fazem saques e arrastões, dos anarquistas sem causa, de adversários de políticos em campanha, e outras vozes menos votadas. 

Os manifestantes puros que querem moralizar a política estão ficando em casa com medo de levar um rojão no meio da cara. É uma voz fortíssima que se ausentou por uns tempos ou até que a segurança pública das cidades ofereça as condições para que essa voz seja ouvida com seus estandartes e cartazes feitos à mão, rostos pintados e coreografias bem encenadas. Essa voz está ausente não por covardia ou falta de solidariedade e sim por puro medo de sofrer baixas que podem ser evitadas. A volta da moralidade aos costumes políticos e aos negócios públicos é talvez o maior lema desses senhores, senhoras e jovens de boa família. Ela é a verdadeira consciência pública pulsante, o grilo pensante e falante criado por um improvável clone urbano de Walt Disney. Essa voz calada quer um Congresso sem vilezas e trapaças, sem a esperteza do senador Calheiros de servir ao Planalto inviabilizando a CPI da Petrobras com o truque manjado do baralho dos requerimentos de várias CPIs concorrentes, uma anulando a outra e todas morrendo no estado fetal.

Se a CPI, qualquer uma, não sair, que é o mais provável, o senador Renan vai posar de Pilatos, lavando as mãos e ganhando créditos junto à presidente Dilma.

Será que o Renan está do lado certo, o lado que vai vingar em outubro ?

Se ele aceitasse apenas a CPI pedida pela oposição, ele talvez conseguisse apagar uma boa parte da mácula que quase o crucificou nas manifestações de junho, quando exigiam sua renúncia e a cassação do seu mandato. O insigne ficante ficou e dá uma de mocinho no bangue-bangue da política nacional.

A voz das ruas não vai esquecer isso, nem o bilhão e trezentos (daí para cima) de reais gastos festivamente na compra da refinaria de Pasadena, nem o investimento no porto e outras obras de infra-estrutura em Cuba, os empréstimos a fundo perdido para Fidel Castro no Mais Médicos, os perdões de dívida para devedores africanos e outras bondades com o dinheiro público beneficiando parceiros ideológicos.  

A voz das ruas não deve ter se esquecido dos estádios superfaturados, essa pauta vai esquentar de novo com a proximidade do início da Copa. Tal é a preocupação do governo com o desgaste de possíveis confusões nas ruas que o ministro Gilberto Carvalho foi escalado por Dilma para conter os manifestantes antes que eles decidam voltar às ruas nas 12 cidades sede da Copa. Missão corajosa de caixeiro viajante, de sacerdote da persuasão, que levará na bagagem uma maleta lotada de medicamentos de dissuasão e "deixa disso", "senta que o leão é manso", "vem pra cá, o que é que tem, eu não tô fazendo nada e você também..." 

Boa sorte, ministro !


   

UMA BOA RADIOGRAFIA DOS NÚMEROS DA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Postaso por Berto Filho

Em alguns sites ainda se lê que Dilma, apesar de tantos e pesados pesares divulgados todos os dias, venceria as eleições se fossem realizadas na data pretérita do anúncio dos resultados das pesquisas recentes. O cenário narrado pelos números em transição está mudando a cada pesquisa, e contra a candidatura de Dilma. Como há uma outra pesquisa em andamento, do Datafolha, sendo feita esta semana (vai ser divulgada no sábado pela Folha de SP) em cima da ressonância das aparições de Eduardo Campos na mídia (com Marina naquele "diálogo" montado e nas inserções de 30 segundos), é possível que a radiografia revelada no texto abaixo, do cientista pólítico Murilo de Aragão, fique bem próxima do flagrante da pesquisa do Datafolha.





O artigo de Murilo, que encontrei no blog do Noblat, clareia o matagal dos números da pesquisa CNI/Ibope. Prevê segundo turno e justifica porque. Confira.

Dilma com pouco espaço para cometer erros, por Murillo de Aragão


Na semana passada foi divulgada pesquisa CNI/Ibope que mostrou queda importante na popularidade da presidente Dilma Rousseff. Segundo a sondagem, de novembro do ano passado a março de 2014, a avaliação “ótimo/bom” do governo caiu 7 pontos percentuais (de 43% para 36%), enquanto a rejeição (“ruim/péssimo”) subiu 7 pontos (de 20% para 27%).

Esses dados são negativos para a presidente, pois mostram que uma parcela significativa dos entrevistados que aprovava a gestão Dilma passou agora a desaprovar seu governo. A avaliação “regular” ficou estável nesse mesmo período, quando oscilou positivamente de 35% para 36%.

Dilma está numa situação semelhante à de seus antecessores. Ressalte-se que quando FHC foi reeleito em 1998 e Lula em 2006, nessa mesma época do ano, ambos tinham avaliações similares à da presidente Dilma hoje.



Porém, mesmo com situação semelhante à de seus antecessores que conseguiram um novo mandato e mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto, o espaço para que a presidente Dilma Rousseff cometa erros durante a campanha está diminuindo cada vez mais.

De um lado, o Planalto coleciona algumas notícias negativas. Em especial, as denúncias envolvendo a Petrobras e o risco de criação de uma CPI para investigar a empresa. Além disso, houve o rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Esses dois fatos, embora não atinjam neste momento o eleitorado de Dilma, podem viabilizar o discurso da oposição de que ela não é uma boa gestora.

De outro lado, há fatores que o governo não controla mas que podem interferir nas eleições. Um deles é a possibilidade concreta de novas manifestações de rua durante a Copa do Mundo.

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto organiza uma série de manifestações em maio nas cidades-sede e perto dos estádios onde haverá jogos. Outro risco é o de racionamento de energia elétrica. Abril é um mês crucial para o governo em termos de chuva.

A combinação de dados importantes, como o fato de que 64% do eleitorado quer mudanças com outro presidente que não seja Dilma, de que ela é desaprovada em todas as nove áreas avaliadas pelo Ibope e de que a recuperação de sua popularidade foi interrompida, é um cenário que mostra uma disputa realmente acirrada, com definição em dois turnos. Isso significa que até mesmo um detalhe poderá definir o rumo das eleições. Em que pede favorita, os erros do governo favorecem ao imponderável.

Volto eu : a manobra do governo com o apoio do presidente do Senado visando esvaziar a CPI da Petrobras, vai dar certo. Ele empurrou a decisão para a CCJ da Câmata, de maioria governsista. Esfriou tudo.

A jogada esperta do PT e aliados para melar a CPI da oposição deve estar sendo observada pelos manifestantes da safra de junho de 2013 que provavelmente voltarão às ruas em breve com o reforço da nova safra, não porque quero mas porque é a tendência natural das insatisfações represadas na sociedade com exemplos "nobres" como (o mais recente) o performatizado pelo deputado André Vargas, vice-presidente da Câmara Federal (um cargo que confere poder), o tal que andou no jatinho do doleiro Alberto Youssef investigado na operação Lava Jato, da Policia Federal. Se os manifestantes já estivessem nas ruas a CPI da Petrobras possivelmente emplacaria por causa da pressão popular sobre o Congresso. Dá pra perceber isso, não dá ?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

COMO PROTEGER SEUS DOCUMENTOS CONTRA ROUBOS

Postado por Berto Filho
A mensagem deste post contém alertas superúteis encaminhados por e-mail para mim por uma amiga. O nome do advogado não foi informado mas o que interesse é a utilidaede do conteúdo. Por isso publico.
Vamos lá.



Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Em vez disso, escreva 'SOLICITAR RG'.

Escreva o seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez do número do telefone de casa.Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use esta em vez de seu endereço residencial.
Ponha seu telefone celular em lugar do residencial.

Tire Xérox do conteúdo de sua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc. Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar.Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro.

Sabe-se de muitas estórias de horror de fraudes com nomes, CPF, RG, cartão de créditos, etc.... roubados.

Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi roubada no último mês..
Em apenas uma semana, os ladrões compraram um caro pacote de telefone celular, contrataram um cartão de crédito VISA, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira... ...

Fomos informados de que deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar.

Mantenha estes números onde você os possa achar com facilidade. 


 Abra um Boletim Policial de Ocorrência (B.O.) imediatamente na jurisdição onde seus cartões de crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores que você tomou ações imediatas, e este é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma).

Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo:Chame imediatamente o SPC (11-3244-3030) e SERASA (11-3373-7272) e outros órgãos de crédito (se houver) para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF.

Eu nunca tinha ouvido falar disso até que fui avisado por um banco que me chamou para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela Internet em meu nome. O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado.

Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito. Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum dos quais - eu soube - depois que eu coloquei o alerta. Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim.
Esta ação parece ter feito eles desistirem.


CPI DA PETROBRAS PERTO DO SINAL VERDE

Postado por Berto Filho

As oposições, com ajuda de parte da base do governo, conseguiram 228 assinaturas na Câmara e 30 no Senado para viabilizar a CPI mista que deverá investigar negócios da Petrobras sob suspeita de irregularidades. Os "negócios" pra lá de irregulares são vários mas o que se destaca no bolo é a compra supermegafaturada da refinaria de Pasadena, EUA, um ferrão velho comprado a preço de foguete marciano. A diferença entre o preço pago e o que a refinaria valia na data da compra deve ter ido parar em Plutão...
O anúncio da possível entrada em operação da CPI deverá ser uma das principais notícias dos telejornais da noite, depois que o presidente do Congresso, Renan Calheiros, expedir o nihil obstat.

Incluo nesta leva de notas da manhã a admoestação do ministro Joaquim Barbosa ao governador do DF, Agnelo Queiroz, porque este não demonstra "disposição" para apurar supostos privilégios no sistema prisional do Distrito Federal proporcionados indevidamente aos principais presos políticos do mensalão. O presidente do STF já começou a levar cipoadas dos jornalistas, políticos e blogs da esquerda.

De volta à CPI da Petrobras.



Foto : Google

 O jornalista Augusto Nunes, colunista da Veja e apresentador do Roda-Viva, da TV Cultura, grava com frequência comentários curtos de 1 minuto sobre as atualidades da política.

Veja e ouça este :

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/petrobras-por-que-a-cpi-apavora-o-governo

terça-feira, 1 de abril de 2014

JOAQUIM BARBOSA REAGE À REVISTA ÉPOCA

Postado por Berto Filho

A carta do ministro Joaquim Barbosa para a revista Época estava no acostamento da mídia, adormecida em sites da internet, e, curioso, dei uma fuçada no Google, pincei-a e a trouxe para este blog. Está na íntegra logo após os meus comentários. Nada assisti na TV sobre isso.

OK. É uma carta pública que não merece ficar na sombra pelo impacto que poderá ter sobre o conjunto das relações do ministro com a Globo, que, nos últimos anos, foram respeitosas e neutras. A reportagem da Época incomodou Joaquim Barbosa e ele reagiu. A direção da revista pediu desculpas mas não se sabe se foram ou serão aceitas.

Me parece um episódio localizado e não uma ruptura dele com o sistema Globo. Se a Band, o SBT e a Veja fizerem matéria que o desagrade, ele se defenderá, inclusive para resguardar a instituição que preside.

Vamos acompanhar a interpretação da sociedade. Joaquim Barbosa é uma figura pública que, ao presidir o julgamernto do mensalão, despertou paixões e ódios, dependendo do ponto de vista de quem o avalia.

Recentemente, o Ministério Público Federal aceitou representação criminal do ministro contra o jornaliosta Ricardo Noblat e decidiu processá-lo por crime de injúria, difamação e racismo pela publicação, em seu blog, no dia 19 de agosto de 2013, do artigo intitulado
"Joaquim Barbosa: Fora do eixo". Nele, Noblat faz menção ao fato de o presidente do STF ser negro. "Para entender melhor Joaquim" é necessário acrescentar "a sua cor", diz um trecho da publicação.

Noblat escreve com certa frequência sobre o ministro em seu blog hospedado no portal Infoglobo.
Não havendo censura prévia - ainda bem - a parte que se considera ofendida por uma publicação, especialmente se feita em uma mídia de grande visibilidade, tem o direito de recorrer à Justiça e de ter a sua honra reparada.



Ricardo Noblat em sua mesa de trabalho / Foto : Google

Voltando à carta de Joaquim à Época : a cronologia das relações do ministro com as Organizações Globo remonta ao começo do julgamento da AP 470 transmitido ao vivo pela TV Justiça e reportado com destaque em todos os telejornais da emissora. Joaquim Barbosa ganhou até o Prêmio de Personalidade do Ano de 2012. O troféu lhe foi entregue por João Roberto Marinho. Está anotado em um dos sites que pesquisei, que "...além de lembranças sociais, Barbosa sempre foi brindado com o tratamento de herói na cobertura novelizada que a Globo fez do chamado processo do mensalão do PT. Em troca, as Organizações poderiam esperar que ele se submetesse, calado, a um ou outro momento mais baixo da convivência entre seus veículos e o personagem. Mas submissão não faz parte do reportório do ex-herói."

Será mesmo isso ? Estou convencido de que nção houve ruptura.

O colega Roberto D'Avila, hoje na GloboNews, foi muito bem recebido pelo ministro em seu gabinete na semana passada e lhe concedeu a entrevista histórica e exclusiva na qual decifrou o enigma sobre o seu destino em 2014.

Leia a íntegra da carta à Revista Época.


Sr. Diretor de Redação,

A matéria “Não serei candidato a presidente” divulgada na edição nº 823 dessa revista traz em si um grave desvio da ética jornalística. Refiro-me a artifícios e subterfúgios utilizados pelo repórter, que solicitou à Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal para ser recebido por mim apenas para cumprimentos e apresentação. Recebi-o por pouco mais de dez minutos e com ele nao conversei nada além de trivialidades, já que o objetivo estabelecido, de comum acordo, não era a concessão de uma entrevista. Era uma visita de cunho institucional do Diretor da Sucursal de Brasília da Revista Época. Fora o condenável método de abordagem, o texto é repleto de erros factuais, construções imaginárias e preconceituosas, além de sérias acusações contra a minha pessoa.

A matéria é quase toda construída em torno de um crasso erro factual. O texto afirma que conheci o ministro Celso de Mello na década de 90, e que este último teria escrito o prefácio do meu livro “Ação Afirmativa e princípio Constitucional da Igualdade”. Conheci o ministro Celso de Mello em 2003, ano em que ingressei no STF. Não é dele o prefácio da obra que publiquei em 2001, mas sim do já falecido professor de direito internacional Celso Duvivier de Albuquerque Melo, que de fato conheci nos anos 90 e foi meu colega no Departamento de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Mais grave, porém, é a acusação de que teria manipulado uma votação, impedindo deliberadamente que um ministro do STF se manifestasse. O objetivo seria submeter o ministro a pressões da “mídia” e de “populares”. Isso não é verdade. Ofensiva para qualquer cidadão, a afirmação ganha contornos ainda mais graves quando associada ao Chefe do Poder Judiciário. Portanto, antes de publicar informação dessa natureza, o repórter tinha a obrigação de tentar ouvir-me sobre o assunto, o que pouparia a revista de publicar informação incorreta sobre minha atuação à frente da Corte.

No campo pessoal, as inverdades narradas na matéria são ainda mais ofensivas e revelam total desconhecimento sobre a minha biografia. Minha mãe nunca foi faxineira. Ela sempre trabalhou no lar, tendo se dedicado especialmente ao cuidado e à educação dos filhos. O texto, que me classifica como taciturno, áspero, grosseiro, não apresenta fundamentos para essas afirmações que, além de deselegantes, refletem apenas a visão distorcida e preconceituosa do repórter. O autor da matéria não apresenta elementos que sustentem os adjetivos gratuitos que utiliza.

Também desrespeitosa é a menção aos meus problemas de saúde. Ao afirmar que a dor causou “angústia e raiva”, o jornalista traçou um perfil psicológico sem apresentar os elementos que lhe permitiram avaliar o impacto de um problema de saúde em uma pessoa com a qual ele nunca havia sequer conversado.

Outra falha do texto é a referência à teoria do “domínio do fato”. Em nenhum momento a teoria foi evocada por mim para justificar a condenação dos réus no julgamento da Ação Penal 470. Basta uma rápida leitura do meu voto para verificar esse fato.

Finalmente, não tenho definição com relação ao momento de minha saída do Supremo e de minha aposentadoria. Muito menos está definido o que farei depois dessa data, embora a matéria tenha afirmado – sem que o jornalista tenha sequer tentado entrevistar-me sobre o tema – que irei dedicar-me ao combate ao racismo.

Triste exemplo de jornalismo especulativo e de má-fé.

Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal

TRES ATUALIDADES NA BERLINDA


Postado por Berto Filho

O craque sergipano que seria titular na seleção do Brasil preferiu a seleção da Espanha.



Diego Costa aterrissa depois de fazer mais um gol / Foto : Google

O brasileiro Diego Costa pensou com seus botões : em que seleção eu serei titular com maior facilidade e não terei que competir com nenhum supercraque ? Na brasileira ou na espanhola ? Áí deu Espanha. Na seleção brasileira, ele teria que duelar cpm Fred e Jô no posto de centro-avante. Aliás, esse Jô é um Dada sem Maravilha, não é capaz de cabecear para o gol parado no ar, feito um colibri. 

Preferindo a Espanha, Diego também escapou de ter que dividir as glórias do possível sucesso da seleção brasileira nesta Copa com o incensado Neimar.  

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Marechal Castelo Branco, o primeiro militar dos 21 anos de ditadura / Foto : Google

Primeiro de abril ... mas era verdade.
O 31 de março colocou todos do mesmo lado contra o golpe de 64 : de FHC a Dilma, passando pelo PT, MST, a grande mídia (Sistema Globo, Folha, Estadão, etc). Solidariedade circunstanciel, de curta duraçáo pois logo estarão se estapeando na campanha. Todos bateram em gato morto até miar sete vezes. Não miou ou se miou, a mídia fingiu que não escutou. Um massacre.

A repercussão da hediondez das torturas descritas em depoimentos de testemunhas ocupou grande e determinante espaço nas reportagens de praticamente todos os veículos, alinhados por dever de sobrevivência com o direito à liberdade de expressão. Que não é bem o propósito das esquerdas de hoje.

Hoje é primeiro de abril, dia da mentira. Mas é a verdade que teima em latejar na consciência dos que viveram aqueles tempos, sobretudo os que agora estão no poder e não perderam a motivação para promover a revisão da Lei de Anistia. Mais um massacre vem aí, no sentido de unanimidade de todos contra um. Mas só rever essa lei satisfaz ?

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JATINHO PROVIDENCIAL

De férias com a família em João Pessoa, PB

O vice-presidente da Câmara Federal, deputado André Vargas (PT-PR) põe a casa e o PT de saia justa.
Ele andou de graça no jato do doleiro Alberto Youssef, principak investigado da operação Lava Jato, da PF, que encanou o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, presente também no processo da refinaria de Pasadena. Como tem rolo aí ! Segundo a VEJA, André ecomizou R$ 100 mil para transportar a família de Londrina, PR, para João Pessoa, PB, no jatinho do amigão. Promiscuidades no poder. Ainda que seja confirmado que eram íntimos amigos (Vargas e Youssef), até em nome da amizade tinham que estar bem longe um do outro para não levantar suspeitas de favorecimento de negócios do doleiro, por parte de um dos ocupantes do poder com reconhecido prestígio junto à presidente Dilma.